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publicado em 13/11/2018 às 10h00
Qual será o grau de dificuldade da prova do XXVII Exame de Ordem?

Qual será o grau de dificuldade da próxima prova da OAB? Essa é a grande curiosidade de todo candidato que irá fazer a prova da OAB.

E a curiosidade tem uma raiz interessante: o grau de dificuldade da prova EFETIVAMENTE oscila de uma edição para outra. A FGV, por razões próprias, não mantém uma estabilidade quanto ao grau de dificuldade do Exame de Ordem.

Na realidade, a oscilação do grau de dificuldade na 1ª fase é que é a regra, e por isso é aberta uma margem para a especulação entre os examinandos.

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E o que esperar do grau de dificuldade da próxima prova?

Para fazer essa projeção temos que ter em mente dois aspectos essenciais.

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Fui bem nos simulados: estou pronto para a prova da OAB?

O primeiro é saber como foram as provas anteriores, a percepção dos candidatos e as estatísticas. Depois, entender como funciona exatamente a oscilação que a FGV impõe ao grau de dificuldade a cada edição.

Pois bem!

Primeiro é preciso deixar claro que a prova é SEMPRE difícil! Quando eu falo “fácil” ou “mediana” refiro-me a uma percepção estruturada a partir do que a prova é, ou seja, difícil. Ou seja, se a prova é mais ou menos difícil.

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Podemos categorizar, de acordo com a minha percepção, as provas objetivas dos Exames passados da seguinte maneira:

XX – Prova mediana

XXI – Terceira pior prova de todos os tempos

XXII – Prova considerada boa, com alta aprovação

XXIII – Pior prova de todos os tempos. Prova paradigmática, pois trouxe várias alterações.

XXIV – Prova boa, com boa aprovação, mas não tão boa quanto a do XXII Exame.

XXV – Prova difícil, especialmente em razão do grau de dificuldade nas questões de Ética.

XXVI – Prova difícil, no mesmo padrão da prova do XXV Exame.

Observem que a FGV nunca repete um padrão por 3 edições seguidas. Trata-se inclusive de uma observação envolvendo o Exame desde 2008, quando criei o Blog. De fato, no Exame de Ordem não há manutenção de padrão, e isso remonta aos tempos do Cespe.

As provas do XX e XIX Exames foram difíceis, mas consideradas racionais. Essas provas foram bem elaboradas e não geraram controvérsias entre os candidatos.

Aí veio o XXI Exame, o prenúncio de que as coisas iriam piorar!

A primeira fase do XXI foi só terceira pior prova de todos os tempos, com 17,09% de aprovação (estatísticas exclusivas do Blog), contando com 2 anuladas de ofício. Se não fossem as anuladas, teria sido pior inclusive do que a do XXIII. 

Na sequência, veio o XXII Exame, e tudo foi uma "maravilha", ao menos dentro da lógica da prova.

Já a primeira fase do XXIII foi a pior de todos os tempos, com uma aprovação pífia de 13,35%, ou seja, 86,65% de reprovação. E isso ainda na 1ª fase. Tivemos uma alteração de alto impacto na prova: a redução das questões de Ética Profissional, de 10 para 8.

Direitos Humanos também perdeu uma questão. Com isso Processo Penal, Processo Civil e Tributário ganharam, cada, mais uma questão.

Depois foram várias questões interdisciplinares, mais complexas do que o habitual e que também prejudicou muita gente.

Na prova do XXIV tivemos 47.693 candidatos aprovados na primeira fase, aproximadamente 37% de aprovação.

Na prova do XXV Exame, foram 26.783 aprovados, representanto, mais ou menos, 21,25% de aprovação.

E na última prova, do XXVI, tivemos vários problemas, como o gabarito errado em uma das provas, que o Blog denunciou, como também as duas questões repetidas de Filosofia do Direito, também identificadas aqui pelo Blog.

Gabarito da prova verde tem 4 divergências em relação aos demais gabaritos

FGV repete questão de Exame anterior no XXVI Exame. Anulação deve ocorrer

Está faltando criatividade para a FGV: Outra questão de Filosofia copiada

O gabarito foi retificado de ofício, como se esperava, mas as questões repetidas não foram anuladas. Aliás, nenhuma questão foi anulada, mais uma vez.

Com a publicação da lista de aprovados do XXVI tivemos 30.884 aprovados, o que deu um percentual de 24,90% de sucesso na 1ª fase, emulando, praticamente, o que foi visto no XXV.

Ou seja: duas provas com aprovações muito parecidas. E, claro, ambas difíceis.

A partir daqui, temos que considerar os seguintes elementos.

Primeiro

As duas grandes balizas para vocês avaliarem se estarão prontos para o XXVI Exame são as provas do XXI e do XXIII. Em termos de complexidade, e também sob a ótica da contemporaneidade, são as melhores balizas para vocês se sentirem seguros para a próxima prova.

As duas grandes balizas da 1ª fase: As provas do XXI e XXIII Exames da OAB

XXIII

Prova

Gabarito

XXI

Prova

Gabarito

Segundo:

A interdisciplinariedade, que prometia vir com tudo no XXIV, mal apareceu, quebrando as expectativas.Ela também não deu as caras no XXV e nem no XXVI. Provavelmente não dará no XXVII.

Terceiro:

Interpretar bem os enunciados passou a ser vital no Exame, especialmente porque a FGV já definiu que todas as questões agora são problematizadoras, ou seja, questões com o relato de uma situação-problema para o candidato apresentar a solução jurídica cabível à hipótese.

Como será, enfim, a prova do XXVII Exame de Ordem?

Um dos grande problemas do Exame de Ordem é não ter exatamente nenhuma consistência estatística. Ou seja, não dá para projetar o que vai acontecer em uma edição vindoura com base nas provas passadas. É bem verdade que ultimamente estamos vendo uma alternância no grau de dificuldade das provas, oscilando entre o fácil e o difícil, na seguinte lógica:

XIX - Fácil

XX - Mediana

XXI - Difícil

XXII - Fácil

XXIII - Difícil

XXIV - Fácil

XXV - Difícil 

XXVI - Difícil

XXVII - Minha aposta: fácil!

Está na hora da FGV tirar o pé do acelerador e apresentar uma prova novamente dentro daquilo que os candidatos consideram fácil. Se a lógica da oscilação do grau de dificuldade for seguida, a FGV vai fazer essa modulação.

E não, não tenho certeza disto, por óbvio. Mas a explicação para acreditar nisso está toda aí.

Eu, no lugar de vocês, ficaria verdadeiramente animado e entraria forte na preparação nesta semana final.

O importante desta análise está em construir a confiança de vocês (ou quebrá-la, se a previsão fosse em sentido oposto. Como eu não passo a mão na cabeça de ninguém nunca, a avaliação é bem sincera) e é hora de fazer isso: fortalecer o espírito antecipando uma boa futura prova.

No próximo domingo descobriremos a verdade!



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