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publicado em 17/07/2020 às 10h40
Prova da 2ª fase da OAB em agosto tornou-se inviável

Após o noticiário de ontem minhas poucas esperanças na aplicação da prova no dia 30 de agosto desapareceram.

Nossa lista de estados com restrições para o retorno às aulas em agosto, até a última quarta, já era considerável: São Paulo, Piauí, Goías, Distrito Federal, Paraná e Ceará.

Agora podemos acrescentar também Alagoas e Pará.

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Só aí temos, seguramente, mais da metade dos candidatos do país.

E não podemos desprezar a possibilidade de outros estados, em breve, fazerem o mesmo, especialmente nas regiões onde o número de infectados tem crescido.

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No total, 9 estados mais o Distrito Federal apresentaram alta de mortes: Paraná, Santa Catarina, Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Tocantins e Rondônia.

O risco de mais estados, ao longo de agosto, criarem mais restrições é imenso. Seria de uma inocência pueril achar o contrário.

Para complicar, o  comitê do governo de São Paulo que delibera sobre a quarentena no estado vai reavaliar a volta às aulas programada para o início de setembro.

O anúncio foi feito ontem após o coordenador-executivo do grupo ser questionado sobre uma projeção matemática que estima até 17 mil mortes entre crianças com a retomada das escolas em todo o Brasil.

O matemático Eduardo Massad, professor titular da Escola de Matemática Aplicada Fundação Getúlio Vargas (FGV), criticou a retomada das aulas em SP e fez a estimativa de 17 mil óbitos em todo o país. E isso impactou o comitê.

Após projeção de aumento de mortes por Covid-19 entre crianças, governo de SP pede para comitê reavaliar volta às aulas

Evidentemente, não dá para afirmar se a projeção é factível. Não é porque o cálculo existe que ele efetivamente corresponderá à realidade, mas com certeza essa projeção assusta e tem o poder de influenciar decisões políticas.

Este é o cenário. 

A OAB, até agora, tem tomado suas decisões sempre com um mês de antecedência. Ou seja, no final da próxima semana ou, no máximo, no início da semana subsequente teremos um posicionamento da Ordem quanto a mais um adiamento. Será o quarto adiamento, se de fato ocorrer.

Mas a OAB vai adiar mesmo?

Eu simplesmente acho impossível que daqui até o final do mês todos esses Estados flexibilizem suas decisões em relação ao retorno das aulas, sem contar o risco do aumento das restrições.

Também acho impossível - mesmo se a Ordem pudesse - que ela assumisse o ônus de aplicar a prova mesmo com o atual cenário. Inevitavelmente a OAB seria acusada de não se importante com os candidatos mas tão somente com dinheiro - e a OAB não vai trazer para si tamanha responsabilidade e risco.

Até agora a Ordem tem acertado com os adiamentos, até porque não lhe resta opções.

A possibilidade de fracionamento das provas nem se justifica neste momento, assim como também uma prova online é inviável.

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Quando então poderemos ter essa prova?

Aqui uma informação interessante: nos estados que estavam muito mal há uns dois meses, como Amazonas e Rio de Janeiro, as atividades voltaram e o número de infecções está caindo. Ou seja: a doença obedece a uma lógica de crescimento, estabilização e queda.

Quanto a queda, vários estados estão neste estágio. 

Isso são dados reais.

Então acredito que dentro de dois meses (ou três) já tenhamos entrado em declínio em todos os estados.

O atual contexto das contaminações e mortes é o seguinte:

Subindo: PR, RS, SC, MG, DF, GO, MS, MT, RO e TO

Em estabilidade: SP, PA, AL, BA, CE, MA, PB, PE, PI, e SE

Em queda: ES, RJ, AC, AM, AP, RR e RN

Fonte: G1

O que nos resta agora é ter paciência.

Sei que muitos estão aflitos com toda a situação, mas esta doença maldita está aí e não resta muito o que fazer.

É necessário reconhecer a adversidade e aguardar o melhor momento para termos efetivamente a prova. 

E, com certeza, agosto não é o melhor momento para termos a prova. 

Outubro, ou mesmo novembro são mais factíveis.

Mas, apesar de tudo, o cenário está começando a se tornar mais claro e melhorar. Ainda acredito nas provas neste ano.

Exame de Ordem só em 2021?

Vamos ter fé!



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