Curso para a reta final de preparação do XXXI Exame de Ordem

Vamos estudar forte para a prova do XXXI Exame de Ordem!

publicado em 19/12/2018 às 07h42
O Exame de Ordem já mudou! Vocês estão acompanhando?

Tenho escrito bastante sobre as mudanças que o ano de 2019 trará para o Exame de Ordem, tal como vocês têm acompanhado aqui no Blog, especialmente após a homoloção da revisão das Diretrizes curriculares do Curso de Direito.

MEC homologa a revisão das Diretrizes curriculares do Curso de Direito

Com o novo marco do ensino jurídico o Exame passará necessariamente por mudanças, e isso significa dizer que um novo provimento será editado.

Quais as possíveis mudanças para o Exame de Ordem em 2019?

Essas mudanças, é claro, são mudanças "macro", grandes, que irão alterar a estrutura da prova com mais disciplinas, um provável aumento no número de questões e também uma nova redistribuição das questões por disciplinas.

Mas há uma outra mudança que nem todo mundo enxerga, bem mais tangível e, sob minha ótica, mais relevante ainda para os candidatos, pois guarda íntima correlação com o grau de dificuldade da prova.

Tenho lido por aí análises superficiais, que remetem a um inexistente "caos" na prova, além de outras leituras advindas de quem não compreende direito o Exame de Ordem e tenta tão somente obter alguma visibilidade.

Os problemas nas questões neste último exame não são tão diferentes de problemas em edições anteriores, quando um rol mais ou menos equivalente de questões objetivas apresentam falhas sob nossa ótica, mas a banca "tradicionalmente" resolve ignorá-las. 

Sempre existe uma margem para tais problemas. Margem indesejável, é bem verdade, mas constante. É simplesmente necessário saber lidar com ela pois a banca não dá sinais de que irá incrementar a qualidade do seu trabalho.

A FGV erra ao tentar fazer questões difíceis usando "peguinhas" (como na questão de Ética que foi retificada, de péssima construção semântica), ao invés de simplesmente problematizar melhor os enunciados e exigir de forma clara, e sem artifícios, o conhecimento dos candidatos, mesmo que mais elevado.

Projeto XXVIII Exame de Ordem - Preparação séria para a prova objetiva!

Repito o que já argumento há anos: a prova pode ser difícil, é uma autonomia que a OAB tem. A prova só só não pode ter enunciados capciosos, jogo de palavras e respostas mirabolantes.

Pois bem! Tenho observado um redimensionamento nítido no grau de dificuldade da prova, o que mostra - de certa forma - como a FGV tem sido orientada pela OAB na construção das questões e quanto ao nível de dificuldade do Exame.

Liberado o 1º simulado Online para o XXVIII Exame de Ordem

Não se enganem! Questionamos a FGV mas quem manda na prova é a OAB.

E este é o ponto de maior interesse para os Examinandos: o nível de dificuldade geral do Exame!

Não importa muito se a prova terá mais disciplinas ou mais questões. Não serão essas mudanças que influenciarão de forma decisiva na aprovação dos candidatos. O que importa mesmo é se as provas serão razoáveis ou não, boas de serem resolvidas por quem estuda direitinho.

Esse é o ponto!

E quanto a este quesito, a avaliação das últimas edições do Exame de Ordem revela algo absolutamente inquestionável: o grau de dificuldade das provas subiu muito, mas muito mesmo!

Das últimas sete edições do Exame de Ordem, cinco foram muito difíceis, sendo que destas cinco temos três das quatro piores provas de todos os tempos.

Observem abaixo:

XXI Exame - 3ª pior prova de todos os tempos (recuperou seu posto ontem);

XXII Exame - Prova com alta aprovação na 1ª fase;

XXIII Exame - Pior prova da história;

XXIV Exame - Prova razoável, com boa aceitação entre os candidatos;

XXV Exame - Prova considerada difícil, com questões de Ética e Processo do trabalho complicadas;

XXVI Exame - Prova também considerada difícil, com mesmo percentual de aprovação da prova do XXV;

XXVII Exame - Provavelmente a 4ª pior prova de todos os tempos, com muitas reprovações.

Nunca, nunca mesmo, até agora, eu vi 3 provas objetivas seguidas seguirem o mesmo padrão quanto ao grau de dificuldade. Tanto é que, quando fui analisar o futuro grau de dificuldade do XXVII Exame, achei que teríamos uma prova razoável, em função das provas do XXV e XXVI terem sido mais difíceis. A FGV não seguiu sua tradição de oscilar o grau de dificuldade, facilitando um pouco mais após duas provas complicadas, e resolveu bater ainda mais pesado no XXVII Exame.

Foi a primeira vez que isso aconteceu.

O nível médio de dificuldade da prova subiu e tem, pelo leitura do contexto que faço, se mantido estável.

A prova está ficando cada vez mais difícil, e isso é muito nítido.

A OAB, de certa forma, reage à expansão das faculdades de Direito e a grande quantidade de advogados hoje no mercado. Chegamos a um milhão de advogados em novembro de 2016 e isso impactou bastante a Ordem.

O posicionamento de vocês, a partir desta constatação, direciona para um só lado: iniciar a preparação com a antecedência necessária.

Muitos candidatos deixam para estudar com poucos meses de antecedência, dando prioridade para cursos de dicas ou intensivos que não exploram todo o conteúdo. Ou, intensivos que exploram tudo mas não permitem que o estudo seja completo, pois o lapso temporal para se utilizar de uma metodologia adequada de estudo é bem pequeno.

Não existe mágica na preparação para a prova: é preciso estudar com uma boa antecedência como também é preciso estudar com uma boa metodologia.

O reflexo dessa falha sistêmica está nos percentuais de reprovação.

A Ordem participa de um processo dinâmico com os candidatos. O grau de dificuldade da prova sempre sob, mas os percentuais mantém uma certa estabilidade, mesmo que oscilando para baixo. Isso significa dizer que que os examinandos melhoram a preparação, e a banca, sempre como uma contrapartida, aumenta ainda mais o grau de dificuldade da prova.

Essa constatação é bem óbvia. Basta pegar uma prova qualquer de apenas três anos atrás e comparar com qualquer uma das 3 últimas edições. O contraste é nítido!

O fato é: a partir do XXI a prova começou a entrar em uma espiral crescente quanto ao seu grau de dificuldade, e isso não pode ser negado.

 

O último ato disto tudo foi agora, com a prova do XXVII, cuja percepção não foi nada boa:

XXVII Exame de Ordem: a prova do APOCALIPSE!

XXVII Exame de Ordem: 3ª pior prova de todos os tempos!

A chave para enfrentar hoje o Exame de Ordem não está em manifestos: está em se estudar de forma séria, metódica, com material de qualidade e com uma antecedência adequada, de pelo menos, no mínimo, quatro meses de antecedência.



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