Simulado OAB - Questões inéditas e inovações legislativas do período da pandemia

Preparem-se com quem entende!

publicado em 30/04/2020 às 13h00
A prova da OAB e a ansiedade criada pela pandemia

Pressão emocional! Sim, a prova adiada duas vezes por conta da pandemia e a ansiedade  por fazer ela vêm crescendo na mesma proporção!

Como neutralizar essa pressão, lidar com as incertezas e se manter em boas condições emocionais para prosseguir com os estudos?

E como fazer isso sem achismos?

O interessante é ver que os especialistas em comportamento estabelecerem uma associação muito próxima da ansiedade com o MEDO, sendo que em alguns momentos é difícil distinguir entre um e outro. De um modo geral, a diferença entre os dois é que o medo deriva de um elemento real e tangível, enquanto a ansiedade depende de elementos mais subjetivos.

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Projeção das datas do Exame de Ordem em 2020

A ansiedade no Exame de Ordem, em específico, é disparada pela percepção da proximidade da prova. Com o adiamento, essa ansiedade, obviamente, aumenta. Há pouco mais de três meses atrás vocês estavam preocupados com a prova e estavam estudando.

Eu usei o termo preocupado. Agora, com a prova da segunda fase remarcada para daqui 2 meses e a indefinição das datas dos próximos exames, a preocupação para muitas pessoas degenerou em ansiedade, e muito provavelmente, se não for feito um trabalho psicológico, em muitos candidatos o medo se instalará, vindo a prejudicar o desempenho na hora da verdade.

Ansiedade e o medo, primos quase irmão neste contexto, precisam ser aceitos.

Por pior que seja a pressão ou a ansiedade, em seus mais variados graus, o primeiro passo é RECONHECER sua existência e entendê-la como um processo NORMAL do organismo.

Normal porque não se trata de uma escolha nossa. A ansiedade é, antes de tudo, um estado emocional derivado de algum fato interno ou externo que gera um desequilíbrio. Trata-se de uma reação fisiológica a um estado psicológico.

A partir do reconhecimento de que se trata de algo normal, compete ao examinando "normalizar" o sentimento. Como assim normalizar? Vejamos as palavras do professor Rogério Neiva:

Além disto, ao lado da tomada de consciência de que o fenômeno existe e pode estar ocorrendo ou vir a ocorrer com você, é preciso também entender que se trata de algo natural. Ou seja, é preciso normalizar o fenômeno, se convencendo de que não há nada de absurdo nisto, não só para que não se cobre e se penalize, agravando ainda mais o cenário psicológico, como também não se veja como uma pessoa problemática e pior que as outras.

Fonte: Controlando a ansiedade, o medo e a tensão pré-prova

Uma vez reconhecido que se trata de algo normal, ou seja, quem está ansioso não é nenhum E.T., deve-se partir para o segundo passo: reconhecer que a ansiedade pode ser um aliado neste momento!

Aqui podemos pensar na forma de neutralizar a ansiedade fazendo uso dela em si mesma! Confiram esta matéria do R7 sobre o aproveitamento da tensão na hora da prova da OAB:

Uma pesquisa defendida como tese de mestrado por um psicólogo gaúcho apontou um dado interessante: de um grupo de candidatos ao exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), uma parte dos aprovados na primeira fase tinha sintomas de transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH).

O estudo, de autoria do psicólogo e mestre em cognição humana, Fernando Elias José, foi defendido no programa de pós-graduação em psicologia da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) em 2012. A pesquisa ouviu 117 estudantes ou bacharéis de direito que faziam custos preparatórios.

Nos aprovados, a tendência que encontrei é a de serem um pouco mais hiperativos do que a média. Foi um dado que chamou a atenção, porque normalmente o hiperativo não está focado para fazer um prova. [Mas] A gente parte do pressuposto que esse candidato é o que durante o estudo, não se conformou com o bê-a-bá e foi atrás de mais informações.

Fernando avalia ser fundamental ao candidato entender que é importante que haja um certo nível de tensão e estresse. O fundamental, porém, é administrar esse nível.

O psicólogo cita a lei de Yerkes-Dodson, desenvolvida em 1908 pelos psicólogos Robert M.Yerkes e J.D.Dodson, que estabelece uma relação empírica entre a tensão e a performance.

Você tem de estar em um nível de estresse mediano para poder ter uma performance excelente. E esse nível mediano vem da credibilidade [do que estudou], de saber o que está fazendo, de apostar na sua capacidade. Essa credibilidade e o nível médio de estresse são necessários [...] Me deparei com pessoas muitas vezes prontas só que com nível de estresse mais elevados do que precisariam pra ser aprovado. É importante se conhecer para chegar a esse estresse mediano.

Elias lembra que para se chegar ao nível "ideal" de estresse é preciso se conhecer. Ele defende que a tensão e o estresse são condições normais do candidato que está diante de um concurso com o significado da OAB sem a aprovação, o bacharel não pode atuar em nenhuma das áreas da carreira jurídica.

O psicólogo defende que a provação não depende exclusivamente do quanto o candidato sabe, mas de como ele administra a tensão e a ansiedade e o quanto conhece de si mesmo.

Quem passa não é quem necessariamente sabe mais, mas quem tem condições de lidar com a emoção na hora da prova, junto com o conhecimento que adquiriu.

Fonte: R7"

Engraçado, mas este estudo só corrobora o que é escrito aqui há anos. É impossível, como vocês estão bem sentindo agora, dominar inteiramente o stress, mas, se ele for colocado em um patamar razoável, racional, esse stress se transforma em um ALIADO!

Estão muito nervosos? Então controlem um pouco a pressão e aproveitem os benefícios que ela pode trazer.

A importância da especialização profissional em época de pandemia

O jus21 lançou a II Turma dos cursos de Pós-Graduação: Penal e Processo Penal; Trabalho e Processo do Trabalho; Processo Civil; Tributário; Administrativo e Constitucional.

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Confiram abaixo:

Direito do Trabalho e Direito Processual do Trabalho - coordenação de Schamkpou Bezerra

Direito Penal e Processo Penal - coordenação do professor Luiz Carlos Figueiredo

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Direito Constitucional - coordenação do professor Rodrigo Rabello

Direito Administrativo - coordenação do professor André Albuquerque

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A tomada de consciência do próprio nervosismo, em conjunto com a administração desse mesmo nervosismo e ansiedade para criar um estado de atenção mais apurado é a chave para neutralizar as emoções negativas e torná-las úteis neste momento.

Ademais, as fontes do medo, externas, são passíveis de serem neutralizadas, apesar, evidentemente, de não ser algo fácil.

Preocupação diante dessa grave crise, incertezas sobre o futuro, situação econômica, representa um fator de alta complexidade em termos de pressão.

Ninguém tem o poder de mudar a situação que estamos vivendo e é difícil lidar com isso e manter a calma para prosseguir com os estudos. Mas, como fatores externos, as preocupações podem ser afastadas, neutralizadas ou ignoradas. E isso não significa minimizar os problemas, mas, aprender a lidar com eles para conseguir focar no objetivo durante o período de estudo. Não tenho nem dúvida de que a pressão interna representa o pior dos obstáculos, pois o autocontrole é mais difícil no caso de uma ansiedade já instalada.

Não existem fórmulas mágicas, mas exitem ATITUDES convenientes aptas a afastar ou limitar as influências negativas que nos geram toda essa ansiedade.

Vencer a si mesmo, acima de tudo, ainda é o melhor caminho.

Curiosamente, vencer a si mesmo guarda estreita correlação com a adoção de atitudes compassivas: perdão, fé, coragem e humildade.

Não falo só da fé de ordem espiritual, por exemplo, mas também da fé em si mesmo, na capacidade de lutar e seguir em frente, de acreditar que na transitoriedade dos fatos e das circunstâncias, sejam boas ou más.

Precisamos perdoar, a nós mesmos e a própria vida, que nos priva dos nossos sonhos e, muitas vezes protela nossos avanços. Precisamos nos livrar das fontes de sentimentos negativos, e termos, junto com isso, a compreensão de que o futuro só é colhido se seguirmos em frente.

Precisamos ter coragem, coragem de enfrentar a vida e enfrentar de frente os desafios, até porque não dá para ser diferente. Ninguém poderá estudar por vocês durante essa crise. Sabendo disto, porque então fraquejar? Não sabem que serão vocês a enfrentar o desafio? Diante dele não há alternativas: ou o faz de peito aberto ou naufraga.

Se é assim, então que seja de peito aberto. Entendam: não é uma condição emocional, e sim uma escolha! Escolham ser corajosos com seus próprios sonhos e desafios!

E precisamos ter humildade e reconhecer que nem sempre, apesar da fé e da coragem, não temos o poder de controlar tudo. A vida sempre nos derruba e nós somos serem limitados por definição. Quando o resultado dos nossos esforços não forem os desejados precisamos fazer a autocrítica e encontrar nossas falhas, as razões pelas quais não colhemos o resultado pretendido.

Não somos heróis, sequer somos melhores do que os outros. Não precisamos nunca disso para crescer e sermos "vencedores", se é que este conceito é corretamente usado para quem "vence" na vida.

Vencer na vida, por assim dizer, é mera consequência para quem vence antes a si mesmo.

Vençam o medo e a ansiedade!

Eles, agora experimentados, decorrem da perspectiva de um futuro cheio de incertezas e, talvez de uma postura mental mais compassiva.

O ponto é: se as coisas não saírem como vocês planejaram, irão desistir?

Se vocês não desistirem e derem continuidade à vida, lutando, para conquistar tão esperada aprovação de forma honesta e digna, então TODO o medo deixa de fazer sentido.

Este é um momento difícil para vocês, mas entendam que a vida não vai parar diante dos seus medos. Quando tudo isso passar, e vai passar, vocês irão lembrar que todo esforço valeu a pena e que não existe dificuldade que não possa ser superada.

Pensem nisso e conquistem a si mesmos.



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