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publicado em 19/11/2019 às 15h25
A necessidade de estudar as disciplinas "chatas!"

Nos estudos para a OAB uma verdade precisa ser pensada seriamente: Como estudar as disciplinas mais enjoadas da 1ª fase?

E por que estudá-las? Simples, são as disciplinas para as quais você torce o seu nariz que têm o poder de levá-lo à reprovação.

Na realidade, a questão de ficar com 38 ou 39 pontos na prova significa que a assimilação das disciplinas que compõem os restantes 41 pontos não foi satisfatória.

E não foi porque ou elas não foram estudadas ou foram, mas a assimilação do conteúdo não foi feita a contento.

Entender isso é determinante para modificar a percepção de todo o processo de estudo e, claro, mudar seu destino perante a prova.

A importância da lei seca na preparação para a OAB

O "não gostar" de uma disciplina guarda estreita correlação com a capacidade de assimilar o seu conteúdo. Quanto maior a dificuldade e quanto mais "chata" ela for, pior para o candidato.

E é ruim por dois motivos essenciais:

1 - O primeiro é que a concentração e o empenho empregados no estudo daquela disciplina, em regra, são menores se comparados com o empenho e tempo dedicado a disciplinas mais familiares e palatáveis.

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A abordagem sobre a matéria passa a ser rápida, sem que seja empregado o devido empenho e atenção. A consequência, claro, é uma fixação precária do conteúdo, e isso tem um impacto negativo na aprendizagem.

2 - O segundo é que tanto a prova como a preparação para ela precisam ser vistas como um todo. Abrir mão de estudar com empenho um grupo de disciplinas que não são tão atrativas cobra um preço alto na hora da prova, pois o esforço foi destinado a uma parte do conteúdo, e não a ele como um todo.

Como lidar com as disciplinas que você não gosta?

Primeiro, é claro, é necessário identificá-las. O que é algo absolutamente fácil e intuitivo. Basta resolver provas anteriores e avaliar onde estão os pontos fracos.

 

Projeto XXXI Exame de Ordem - Turma III

Depois de identificá-las é preciso saber o impacto de cada uma na pontuação na prova. A partir daí verifica-se a importância e peso delas.

Vamos conferir:

Tenha em mente uma coisa: a preparação para a OAB é estratégica, ou seja, deve ser direcionada para um objetivo em específico, que é o de ser aprovado.

Observe acima os grupo de disciplinas aglutinadas pela quantidade de questões. Se uma eventual matéria chata está no grupo verde escuro ou verde claro, a necessidade de enfrentá-la é bem elevada, pois ela entrega uma pontuação alta na prova objetiva.

Como então enfrentar as disciplinas mais enjoadas da OAB?

Já li uma série de dicas e métodos sobre o tema, mas confesso que nenhum me convenceu. "Fingir que gosta", por exemplo, não passa de uma ilusão desprovida de consistência que não vai mudar a realidade.

Você, seguramente, tem sua metodologia de estudo, e não considero prudente abrir mão dela, em um primeiro momento.

O ideal é estudar a disciplina mais complicada segmentando mais o conteúdo em partes menores, e avançando lentamente, a medida que o conteúdo é fixado.

Entender algo deriva, diretamente, da capacidade de entender, ou seja, da cognição.

A cognição é a capacidade de processar informações e transformá-las em conhecimento, com base em um conjunto de habilidades mentais como a percepção, a atenção, a associação, a imaginação, o juízo, o raciocínio e a memória.

Não gostar de um conteúdo guarda íntima correlação com a dificuldade de compreendê-lo.

Um contéudo mais complexo demanda mais atenção, e mais atenção demanda mais tempo e uma progressão mais lenta e acurada dos estudos.

Se a compreensão avança, mesmo que lentamente, a repulsa pelo tema vai diminuindo gradualmente até se estabelecer uma cognição plena do conteúdo.

Para variar, é claro, não existem fórmulas mágicas ou milagrosas.

Avançar lentamente tem como objetivo admitir para si mesmo que há uma dificuldade real na preparação e que é preciso dedicar mais atenção ao estudo específico.

Evidentemente, assim que a base da matéria for sendo assimilada, a velocidade no estudo vai gradualmente crescendo e a barreira da incompreensão e dificuldade vai ruindo.

Paciência e um pouco mais de foco são os elementos para se enfrentar as disciplinas mais difíceis. Mantenha a metodologia e siga em frente.

NOTA: durante a preparação para a OAB o estudo das disciplinas mais enjoadas só se justifica se estão nelas as perspectivas de evolução global da pontuação.

Isso significa dizer que a disciplina enjoada TEM, necessariamente, de oferecer um retorno elevado em pontos para o candidato. Se isso não é possível, ela deve ser descartada como alvo de estudo neste momento.

Não percem de mente a necessidade de que o estudo agora, acima de tudo, tem de ser estratégico.



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