Prática Pós-Pandemia

Venham se preparar para o futuro das lides no país!

publicado em 07/08/2017 às 06h21
Teremos anulações de ofício no Exame de Ordem?

Em um passado muito recente tivemos um evento que só ocorreu em duas oportunidades: anulações de ofício no Exame de Ordem unificado.

Hoje a pergunta do dia é: será que a OAB vai anular hoje mais uma vez algumas questões de ofício?

A pergunta é pertinente porque ninguém tem mais dúvidas sobre um fato: a reprovação foi gigante!

Tivemos em duas oportunidades anulações de ofício, ou seja, fora do cronograma do edital e sem a interposição de recursos, exatamente pelo mesmo motivo da expectativa gerada hoje: alta reprovação.

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A primeira foi no IX Exame de Ordem, cuja reprovação na 1 fase, sem as anulações de ofício, estimei em 93%. E agora, no XXI Exame, a reprovação deve ter sido na faixa dos 88%.

Reprovações tão altas que constrangeram a Ordem e a "sensibilizou" quanto a necessidade de anular de ofício, para as estatísticas não ficarem assim tão feias (e as críticas não serem ácidas).

anulações de ofício no Exame de Ordem

E agora? Teremos anulações de ofício mais uma vez?

A pergunta é pertinente porque o estrago mais uma vez foi muito severo (no mínimo próximo ao que foi o XXI Exame), e também porque tivemos um caso muito recente.

As condições, por assim dizer, permitem a criação desta expectativa entre os examinandos.

No XXI a divulgação da lista preliminar foi adiada para o dia seguinte ao marcado, e com ela vieram as duas anulações. Não sei se o mesmo aconteceria agora, porque são decisões administrativas sem uma previsão procedimental específica no edital.

Pois bem!

A OAB tem plena consciência do grau de dificuldade da prova, até porque partiu dela a determinação tanto da apresentação de mais questões interdisciplinares, enunciados mais complexos e também da redução das questões de Ética de 10 para 8, mudança de alto impacto no desempenho dos candidatos.

BOMBA! FGV reduz as questões de Ética de 10 para 8!

Eu diria que a possibilidade existe, mas NÃO apostaria nisso.

Não se trata de um pessimismo, mas sim da percepção de que a Ordem apertou de propósito a prova e vai assumir isso sem se importar muito com o impacto nos índices de aprovação.

Para os candidatos, é claro, o ideal seria a anulação de ofício de algumas questões. Já definiria a questão da aprovação e do direcionamento dos estudos, mas neste caso a OAB não tem obrigação alguma de anular nada antecipadamente. O Edital, como eu disse, é silente neste aspecto.

Ademais, a nossa percepção quanto ao tamanho da reprovação pode não corresponder exatamente à realidade. Que foi feio, foi, mas o quão feio mesmo só saberemos com a lista.

Vamos aguardar!



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