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publicado em 12/08/2019 às 10h05
Simulado do Jus21 feito: como lidar com o desempenho nele?

No último final de semana você provavelmente fez nosso Simulado. Se não fez, ainda pode se inscrever. Basta se cadastrar no link abaixo:

Simulado do Jus21 para o XXX Exame de Ordem

A partir dele três resultados possíveis podem ter ocorrido:

a) você foi bem;

b) você teve um desempenho mediano, com a nota muito próxima dos 40 pontos, tanto para cima como para baixo, mas próxima;

c) você foi mal e ficou aborrecido/preocupado com isto.

Uma coisa em si é o desempenho e a identificação das virtudes e fraquezas sob o aspecto técnico.

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Mas o conceito em si mesmo não deve ser analisado só pelo lado racional e matemático com vista no incremento de desempenho. É preciso também trabalhar o lado emocional, componente muito importante quando falamos no Exame de Ordem, e, em especial, ter a noção de que o emocional prejudica DECISIVAMENTE o futuro desempenho do candidato.

E prejudica porque a reação diante de um desempenho ruim pode sim influenciar o desempenho futuro.

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Um estudo publicado pelo periódico americano Psychological Science, entidade sem fins lucrativos que publica os mais importantes estudos sobre mente e psicologia no mundo, revelou que a atitude diante de uma resultado ruim em uma prova ou teste pode influenciar seu futuro desempenho em um teste semelhante. 

O estudo também correlaciona a algo muito interessante: a forma como você reage a um desempenho ruim guarda uma direta ligação com sua visão sobre sua própria inteligência.  

O estudo estabelece uma premissa bem interessante: a sua visão quanto a imutabilidade ou não de sua própria inteligência. Que acha que inteligência é constante e imutável tem dificuldades de incrementar o próprio desempenho, enquanto quem acredita que a inteligência é maleável (e é!) consegue efetivamente melhorar o próprio desempenho.

A simples crença em um ou outro conceito faz muita diferença!

O trabalho foi conduzido da seguinte forma:

Jason S. Moser, pesquisador-chefe do estudo e seus colegas, deram aos participantes uma tarefa em que cometer um erro era algo fácil. Os voluntários deveriam identificar a letra do meio de uma série de cinco letras, como "MMMMM" ou "NNMNN."

Às vezes, a letra do meio era a mesma que as outras quatro, e às vezes ele era diferente.

"É até simples, mas depois que a tarefa se repete várias vezes, a mente se confunde realmente se confunde. E aí a pessoa comete erros bobos, percebe imediatamente e se sente estúpida por causa disso", afirmou Moser.

Ao fazer a tarefa, o participante usava um boné com eletrodos em sua cabeça, registrando toda a atividade elétrica do cérebro. Quando alguém comete um erro, seu cérebro faz dois sinais rápidos: uma resposta inicial que indica que algo deu errado -Moser chamou de resposta "oh, porcaria" e um segundo que indica que a pessoa está consciente do erro e está tentando consertá-lo.

Ambos os sinais ocorrem dentro de um quarto de segundo após o erro. Após o experimento os pesquisadores descobriram se as pessoas acreditavam que podiam aprender com os seus erros ou não.

As pessoas que pensam que podem aprender com seus erros tiveram um desempenho melhor depois de cometer um erro - em outras palavras, eles tiveram uma melhora de desempenho depois de lidar com um erro a aceitá-lo como parte do processo de aprendizagem. Seus cérebros também reagiram de forma diferente, produzindo um segundo sinal maior, aquele que diz "Eu vejo que eu cometi um erro, então eu deveria prestar mais atenção", diz Moser.

Aqui o ponto-chave do estudo: o cérebro de quem acredita que pode melhorar após errar se organiza para ficar mais atento após cometer um erro. 

A coisa, perceba, não é só psicológica: há uma resposta fisiológica REAL a partir do estabelecimento prévio de uma crença.

Quem erra e acha que não pode melhorar acaba vivenciando exatamente isso: a impossibilidade de passar por um "up grade". Quem acredita na melhora força o cérebro a se adaptar e ele, o cérebro, fisiologicamente, reage a isto, aumentando a percepção quando um erro ocorre, o que, no longo prazo, gera uma maior atenção em um incremento no processo de aprendizagem, diminuindo, exatamente, a quantidade de erros.

Em outras palavras, o processo de aprendizagem passa por um incremento.

Moral da história: quem é crítico demais quando erra prejudica o próprio processo de aprendizagem. Quem encara o erro como parte do processo  de aprendizagem efetivamente tende a melhorar nos estudos.

Errar enquanto se estuda não mata ninguém, é normal.

Errar em simulados é algo banal. E, muitas das vezes, em especial quando o resultado nos testes fica abaixo dos 40 pontos, a culpa (e o medo!) por ter errado é significativa. Afinal, a perspectiva de não conseguir os 40 pontos na prova torna-se mais tangível.

Pelo estudo, essa perspectiva é muito relativizada.

Como ficou constatado, quem acredita que pode aprender com seus erros tem uma reação cerebral diferente de quem vê a inteligência como algo imutável. Ou seja, quem erra no simulado e tem a consciência de que o erro é um processo de aprendizagem (compreensão da falha e reorganização do conteúdo, agora de forma correta, pois passou a compreender o próprio erro), consegue não só compreender o erro em si como "desenvolve" o próprio aprendizado. Ao contrário, quem erra e se culpa e se deprime, tem um desempenho bem pior.

Interessante, não é?

Mude a postura mental caso o desempenho no simulado não tenha sido bom. Isso faz toda a diferença!

Considere o erro como parte do aprendizado e aceite a verdade de que a inteligência não é algo estático: sempre é possível melhorar, em especial quando o assunto é o Exame de Ordem!

E, repito, não deixe de fazer os simulados:

Com informações da Psychological Science.



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