publicado em 26/07/2013 às 07h36
Riscos da internet para quem estuda para concursos públicos

Já escrevi anteriormente sobre os cuidados que se deve ter com a internet por parte de quem estuda para concursos e sugiro a leitura do texto sobre o tema (clique aqui para ler As Armadilhas da Web). Mas agora, no presente texto, vou avançar um pouco mais e tratar de outros aspectos não menos relevantes acerca dos riscos da internet para os estudos. Principalmente considerando o contexto atual, de mobilização social pelos meios digitais, o que tende a não ser indiferente às pessoas. Me assustei recentemente ao saber que há aplicativos que medem, bloqueiam, limitam ou se relacionam com o quanto conseguimos ficar longe do celular ou algum mecanismo de comunicação semelhante ao tablet, para não acessar a internet. Este fato é revelador e tem inúmeras implicações para quem está estudando e precisa de tempo e concentração. Primeiramente, isto mostra a força do fenômeno. E para entendê-lo podemos buscar várias abordagens. Sem medo de ser acusado de reducionista, vou tentar entender a partir da psicologia do comportamento. Assim, trata-se de um mecanismo psicológico de estímulo-resposta e reforço. Como assim? Eu faço algo na internet, por exemplo “twitando” uma mensagem, por vezes provocativa, ou faço um comentário no Facebook, ou coloco uma foto no Instagram. E daí espero a resposta. Se ela vem conforme as expectativas há um reforço positivo e se não vem, negativo. E até aparecer esta resposta me acabo angustiado aguardandoFico a todo momento atualizando o dispositivo. Diga se não é assim? Estou errado? Olhando o fenômeno, por outro lado, a partir de um ângulo cognitivo, o que está acontecendo? A minha concentração, o meu foco atencional, está totalmente voltado para isto. E, ao mesmo tempo, o meu foco atencional não está voltado ao que deveria, isto é, o que devo estudar. Como se concentrar nos estudos desta maneira? Difícil! E se começa a se concentrar, a vulnerabilidade à dispersão é enorme. Vale lembrar que concentração significa valorizar determinados estímulos ou informações em detrimento de outros, sendo que, no caso do exemplo acima, seguramente o estímulo valorizado não é o que devemos estudar (para entender mais sobre a concentração nos estudos clique aqui para ver a palestra). Ok, então qual é a solução? Como sempre digo, entender e tomar consciência do fenômeno é o primeiro passoA verdade é o primeiro passo para a liberdade! E por isto autoajuda enlatada com frases de efeito não resolve, ainda que tenha a sua utilidade pontual e momentânea (instantânea). Portanto, tome consciência deste fenômeno! Tome consciência do que pode ocorrer e de quando está ocorrendo. Em seguida tome atitudes e construa estratégias. Vou dar o meu exemplo. O Twitter é a única rede social que uso para interagir. Alguns dias atrás simplesmente excluí o aplicativo do meu celular. Agora, para acessar o Twitter preciso usar o meu computador ou o tablet. E estou até avaliando retirar do tablet. E o que ocorreu? Passei a aumentar o meu domínio sobre a ferramenta. Passei a ficar mais forte do que ela. Ou quem sabe menos fraco, comparando com o cenário anterior. Passei a ser menos vulnerável. Criei uma barreira que me ajuda a evitar a dispersão. Simples assim! A questão toda é de utilidade e necessidade. Qual é a utilidade e a necessidade de que eu tenha acesso ao Twitter do meu celular? Quem estuda para concurso precisa de tempo. O tempo é o recurso valioso para o candidato! E a internet consiste em grande consumidora de tempo, por vezes inútil. Portanto, pense nisto! Avalie até que ponto a internet e principalmente as redes sociais consomem o seu tempo de forma inútil. E a partir daí tome atitudes! Fonte: Tuctor



Cursos, Treinamentos & Produtos

11 ANOS DO
BLOG EXAME DE ORDEM