publicado em 29/08/2019 às 05h51
Resolução de questões e os erros: que lições tirar?

A resolução de questões da OAB é, como vocês bem sabem, a forma mais eficaz de fixar o conteúdo. Não só exige a evocação daquilo que foi visto, como também força o raciocínio, fixando o conteúdo melhor.

Quando falamos de processos de aprendizagem, lidar com o erro e o esquecimento é um fato de grande importância. Afinal, o erro mostra exatamente onde está a lacuna do conhecimento. O erro é um elemento indispensável de ajuste na preparação. Sem ele o aprendizado não se torna completo.

E por que não?

A questão, claro, guarda correlação com o processo em que o cérebro fixa o conteúdo e estabelece a compreensão.

Primeiramente, para errar (errar de verdade) o estudante tem de tomar contato com o conteúdo. Sem o contato prévio não há erro, pois não há intelecção prévia que embase o processo de escolha.

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Após o contato com o conteúdo, a informação retida é "chamada" para ajudar o estudante a encontrar a alternativa correta em um problema. Se a informação não é localizada, ou não está segura, sedimentada, no cérebro, há o engano e o erro passa a ter alta probabilidade.

O erro mostra exatamente o que NÃO foi retido durante o processo de estudo, que pode ter sido uma aula ou uma leitura, por exemplo.

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Quando o erro é descoberto, geralmente após uma revisitação da fonte original da informação, temos um "estalo", seguido do famoso "ahhhhh".

Sabem o que é isso? É a informação passando pelo mesmo local de antes (entre as sinapses, na verdade) reforçando a presença da informação que estava lá anteriormente, mas registrada de forma fraca, débil.

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Como assim?

As memórias são formadas pela deposição de proteínas entre as sinapses. Quando se lê algo pela primeira vez, as proteínas são fixadas, mas em uma quantidade pequenas. Se a informação é vista e repassada com frequência, esse registro torna-se, a cada revisitação, cada vez mais nítido. Na prática isso significa dizer que a informação consegue ser consultada pelo cérebro com mais facilidade. Assim, forma-se a memória profunda.

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Quando se resolve uma questão, o erro precisa ser estudado, analisado e confrontado com a informação correta. Não se trata só de acertar ou errar e seguir em frente: o erro precisa ser analisado.

Errou por quê?

O erro derivou de um engano ou de um esquecimento? E se enganar é bem diferente de esquecer.

Qual a natureza do engano? Erro de percepção ou de interpretação?

A partir dessa análise, com o aprendizado (que é muitíssimo diferente da simples decoreba, que não permite compreender o conteúdo) o processo de formação da memória é reforçado, e o conteúdo fica mais nítido na lembrança.

Obviamente, quando mais se estuda, mas se fixa o conteúdo, e a fixação é auxiliada, de forma muito consistente, pela resolução de exercícios.

Resolução de questões da OAB

A resolução de questões da OAB é, eu diria, o método mais eficaz de memorização para a prova objetiva.

Mas, para isto, é preciso saber aproveitar bem a forma como se compreende o processo de erro.

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Agora que falta pouco menos de dois meses para a prova, o processo de resolução de questões da OAB não pode ser, de forma alguma, desprezado.

Nessas últimas semanas os candidatos precisam, todo santo dia, incluir a resolução de questões no cardápio, levando em conta, claro, sempre a análise criteriosa do erro.

No dia da prova, lá na hora da verdade, vocês verão a diferença que isto irá fazer no desempenho final de vocês.



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