Prática Pós-Pandemia

Venham se preparar para o futuro das lides no país!

publicado em 15/09/2015 às 13h37
Querem acabar com a 2ª fase de Direito Empresarial no Exame de Ordem!

 

A OAB não quer mais Direito Empresarial na 2ª fase do Exame de Ordem!!

Isso é irrefutável!

Se não quer, bastava excluir a disciplina da 2ª fase logo no edital, sem maiores dramas. Mas não, a tática é matar a disciplina por inanição, exterminando-a lentamente, pouco a pouco, valendo-se para isto de provas absolutamente divorciadas da capacidade dos candidatos em respondê-las, fugindo da lógica do próprio Exame, que é o de verificar se os examinandos tem condições MÍNIMAS para o exercício da profissão!

"Mas como pode ser isso? As provas têm vícios?"

Algumas vezes sim (como no erro GROSSEIRO do XVI Exame de Ordem, quando se equivocaram, pasmem, no cálculo do valor do salário mínimo vigente). Foi uma verdadeira lástima!

Mas o problema central não está aí! A questão é que a banca tem se esmerado em exigir dos candidatos peças e conhecimentos DIVORCIADOS de um mínimo de razoabilidade. Querem ver uma amostra dessa assertiva? A prova de empresarial do último domingo! Sabem qual foi a peça? Um simples requerimento! Isso mesmo, não foi a inicial clássica, uma contestação ou um recurso qualquer, apenas, e tão somente, um simples requerimento. Vejamos trecho do padrão:

"As informações contidas no enunciado permitem concluir que a peça adequada é o Pedido (ou Requerimento) de Extinção das Obrigações do Falido."

Fácil, né? Longe disto! É um procedimento simples, acontece que é algo improvável, "escondido", longe da preparação ordinária dos candidatos e longe do histórico de peças da prova. É algo EXÓTICO dentro do universo de preparação dos candidatos! Prova disso é que NENHUM livro de prática empresarial disponível no mercado trata dessa peça.

"Ah, mas os candidatos têm de vir preparados da faculdade!"

Balela! Virtualmente TODOS os candidatos fazem um curso de 2ª fase, e são raros os aprovados que não fazem um, pois uma preparação específica e necessária em função do que é a prova e, acima de tudo, da PÉSSIMA formação do ensino superior, mascarada, sem dúvida, pela preparação dada pelos cursos para a OAB. Como se isso não bastasse, deixo a pergunta: qual é o percentual de reprovação dos candidatos da 2ª fase de Empresarial? Tenho a CONVICÇÃO de que é maior se comparado com as outras disciplinas. Não tenho acesso aos dados, mas sei que o número de candidatos desta disciplina está DIMINUINDO por conta de uma sequência de péssimas provas. Se alguém da banca ou da OAB ler estas linhas, pode pedir para a FGV as estatísticas da 2ª fase e verificar o declínio da disciplina ao longo do tempo. É um fato! Mas também, com um histórico sinistro como o abaixo, não poderia ser diferente: 1 - A atual prova e sua insólita solução processual! 2 - Uma prova que matou os candidatos na unha - Prova de Direito Empresarial e arte de reprovar por meio da EXAUSTÃO! e Cinco relatos de indignação contra a prova de Direito Empresarial 3 - A prova em que o erro no valor do salário mínimo fez toda a diferença na escolha da peça - XVI Exame de Ordem: Peça do Padrão de Resposta da prova de Empresarial está ERRADA! 4 - Provas seguidas em que o percentual de aprovação é sempre MENOR se comparado com outras disciplinas:  

Parece brincadeira, mas não é! No IX, XI, XII e XIII Exames da OAB, a cada 100 alunos inscritos na 2ª fase de Empresarial, apenas 5, 5, 8 e 1% foram aprovados, respectivamente. Isso mesmo, no XIII Exame, a cada 100 alunos, nem 2 foram aprovados. Os candidatos não são bobos: eles acompanham a evolução da prova e simplesmente migram para outras disciplinas, porque o desempenho da disciplina de preferência deles é NITIDAMENTE ruim.

Seriam os candidatos de Empresarial menos aptos em comparação aos candidatos das demais disciplinas?

LÓGICO, ÓBVIO QUE NÃO!

Eles estão é sendo massacrados por provas seguidas (com apenas intervalos de "bondade" da banca entre uma edição e outra) onde as dificuldades impostas vão muito além do razoável. Ou seja: A PROVA DE EMPRESARIAL É FEITA PRA REPROVAR!

Curiosamente, esse fenômeno não ocorre em outras disciplinas. Falhas até acontecem nas demais, mas são falhas de concepção, erros. Aqui, em Empresarial, o grau de exigência está bem acima da média, e os examinandos estão sendo penalizados.

Escrever isso aqui, certamente, assustará os candidatos em futuras provas, mas ou se faz isso agora ou a Disciplina vai MORRER, e morrer de inanição.

Afirmo categoricamente: está na hora da banca de Empresarial cair! Do jeito que está a disciplina vai desaparecer!

Seria interessante avisar a banca que o BOM EXAMINADOR NÃO É AQUELE QUE MAIS REPROVA, mas sim aquele que segue as diretrizes orientadoras do certame e constrói uma prova para selecionar, e não para meramente reprovar. Querer notabilizar-se por reprovações em massa é um erro da coordenação da banca de Empresarial. Mas se omitir diante desse fato é um erro da Coordenação do Exame de Ordem.

O percentual de inscritos seguramente tem decaído ao longo do tempo, e a morte da disciplina será por uma longa e agonizante desnutrição.

Não é justo para quem gosta de Empresarial (promissor ramo do direito que é), e nem mesmo é bom para a OAB e para o mercado, pois os empresarialistas são importantes para o mercado e para o universo empresarial. Desestimular a formação deles é um DESSERVIÇO para a sociedade.

Está na hora da Coordenação do Exame de Ordem fazer alguma coisa. A reclamação não é NOVA, já escrevi sobre isto ano passado e parece que o recado anterior surtiu apenas efeito temporário. Isso não serve!

A prova de Empresarial tem de estar no mesmo nível das demais.



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