publicado em 10/10/2018 às 13h13
Qual e probabilidade de sucesso de um recurso da 2ª fase?

Qual a probabilidade de sucesso de um recurso da 2ª fase da OAB? 

Ou melhor perguntando, um recurso tem chances reais de dar certo?

A resposta correta, e honesta, é a seguinte:

1 - A margem de sucesso de um recurso está diretamente relacionada com a qualidade da redação do próprio recurso, ou seja, sua capacidade de ir nos pontos certos;

2 - Com a existência de falhas REAIS na correção, e não meramente um inconformismo com a nota, e;

3 - Com a honestidade das razões recursais, ou seja, o ataque de forma cirurgica com o que de fato está errado.

Essa é a lógica por detrás da redação de um recurso.

XXVI Exame tem a melhor 2ª fase de toda a história da OAB

Essa são as premissas que criei desde 2008, quando fundei o Blog e passei a me preocupar em orientar os candidatos, de forma pioneira, na elaboração dos recursos.

E isso dá certo, não tenham a menor dúvida!

Tanto dá certo que os parâmetros que desenvolvi são copiados abertamente por quase todo mundo.

A lógica é a seguinte:

1 - Indicação do fundamento cuja nota não foi atribuida - ou seja, o item do espelho;

2 - Indicação da redação que o candidato entende que deve ser vinculado ao item do espelho não pontuado;

3 - Cotejo analítico entre espelho e redação do candidato, mostrando CONVERGÊNCIA entre ambos (a demostração da convergência deriva do fato de que, como a redação é subjetiva, o texto do candidato não converge na sua literalidade com o que consta no espelho. O cotejo serve exatamente para demonstrar a existência de um paralelismo;

4 - Requerimento da nota devida.

É necessário, claro, um olho fino para o recurso ser efetivamente provido. E falo isso porque o universo de recursos providos não é tão grande como muitos acreditam.

Vejam só a quantidade de recursos providos nas últimas edições (dados exclusivos do Blog), considerando que mais de 80% dos candidatos reprovados na 2ª fase recorrem:

XXV - 1.354 recursos providos

XXIV - 1.194 recursos providos

XXIII - 817 recursos providos.

XXII - 1.546 recursos providos.

XXI - 1.002 recursos providos.

XX - 1.847 recursos providos.

XIX - 1.666 recursos providos.

Sim, isso é POUCO!

A banca gosta de ser econômica quando o assunto é reconhecer que não corrige bem (algo histórico e insofismável) e não facilita a vida dos Examinandos nas correções.

EXCETO se o recurso for bem feito, de forma honesta.

Uma das coisas que estruturei no www.provimento.com.br é a necessidade de fazer tão somente recursos que sejam tecnicamente viáveis.

Provimento: Auxílio na elaboração de recursos da 2ª fase do Exame de Ordem

O Provimento recebe muitos recursos, mas mais da metade é rejeitada por não se enquedrarem dentro das nossa balizas.

Fazer recurso só por fazer não é algo legal e muito menos honesto: é preciso impor um corte sério na hora de analisar o recurso para que, uma vez que se tome a decisão de fazê-lo, ele seja verdadeiramente promissor.

E isso, claro, com sua elaboração feita dentro da técnica desenvolvida pioneiramente por mim e amadurecida ao longo de mais de 10 anos.

Ninguém tem, nem de longe, esse histórico.

E esse é, sem dúvida, o caminho a ser seguido.

A probabilidade de sucesso de um recurso depende, preponderantemente da técnica e da honestidade em sua redação.

A banca erra, mas na maioria das vezes os erros não são grandes o suficientes para permitir um recurso viável, como também na maioria das vezes o candidato acha que tem o direito mas na prática isso não se verifica.

É muito comum, muito mesmo, vermos examinandos, na ânsia de serem aprovados, tentar empurrar as razões recursais de qualquer forma, amoldando a aprovação à sua própria vontade e não a uma boa razão recursal.

O prazo recursal vai até o meio-dia do próximo sábado. Há tempo suficiente para se fazer um bom recurso. 

Em instantes vou fazer um live aqui no Blog Exame de Ordem sobre isto.



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