Prática Pós-Pandemia

Venham se preparar para o futuro das lides no país!

publicado em 27/07/2017 às 05h48
Prova da OAB não vai ser anulada!

Estou acompanhando pelas redes sociais um "bafafá" danado sobre a possibilidade, ou o medo, da OAB anular e reaplicar a prova objetiva do XXIII Exame de Ordem.

Prestem bem atenção: a chance disto acontecer é ZERO!

Eu bem sei que praticamente todos os candidatos estão chateados com o grau de dificuldade da prova, os enunciados mais complexos do que o normal, a utilização de questões interdisciplinares e, principalmente, com o susto gerado pela redução das questões de Ética.

OAB impõe um forte reposicionamento no Exame de Ordem

O tamanho do estrago do XXIII Exame de Ordem

Ninguém gostou disto, especialmente pela surpresa imposta pelas inovações. De alguma forma a OAB poderia ter avisado aos candidatos, mas preferiu manter-se silente.

Mas disto tudo não surgiu nenhuma causa de nulidade, objetivamente falando.

É absolutamente inegável que a Ordem pode impor o grau de dificuldade que bem entender em sua prova, seguindo os parâmetros da Lei, do Provimento e do Edital. Apenas se pede mais clareza na hora de expor o que pretende com seu Exame, única porta de entrada para o exercício da advocacia.

Quanto a suposta fraude em Maceió, nós temos tão somente uma representação feita por uma aluna ao MPF sobre uma possível ocorrência do rompimento de um envelope com um lote de provas. A FGV já publicou nota desmentindo, ou seja, defendeu a regularidade do fato.

Candidata denuncia possível fraude no XXIII Exame de Ordem

FGV publica nota explicando suposta fraude no Exame de Ordem

No Exame de Ordem 2009.3 a OAB, por iniciativa do então presidente da entidade, Dr. Ophir Cavalcante, anulou a 2ª fase inteira do Exame de Ordem porque um candidato foi flagrado com a petição da peça exigida na prova inteirinha escrita dentro de seu vade mecum.

Ou seja: ele sabia do conteúdo do Exame ANTES da prova.

Sem saber a extensão do problema, resolveram anular tudo e reaplicar a 2ª fase.

Depois, com as investigações, descobriram um grande esquema de vazamento de provas, exatamente pela ruptura dos envelopes em um posto da Polícia Rodoviária Federal. Isso tudo foi investigado pela Operação Tormenta, da Polícia Federal.

Vejam as notícias sobre a Operação Tormenta – Vários concursos podem ser anulados!

Afirmo com muita tranquilidade: se existisse fraude a OAB certamente anularia a prova caso não fosse capaz de estimar a sua extensão. Já fez isso antes e não vai se queimar tentando proteger a imagem da prova ignorando ou jogando para debaixo do tapete um malfeito qualquer.

O prejuízo moral e político para a entidade seria irreparável.

E tem mais: o Exame de Ordem tem um seguro exatamente para proteger a FGV e a OAB de um caso como este. O problema não é de dinheiro.

Dentro da OAB nem se cogita a hipótese de anulação da prova objetiva. Trata-se de uma medo e preocupação de alguns candidatos, mas não da OAB.

Logo, quem foi aprovado no domingo pode (e deve) continuar estudando para a 2ª fase.

Ela vai ser aplicada normalmente.



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