publicado em 13/05/2013 às 11h39
Preparação de Longo Prazo para Concursos: os estudos começam antes do edital!

Tenho sentido uma certa pressão, na condição de alguém que tem se dedicado ao trabalho de colaboração e orientação de candidatos a concursos públicos – por meio da pesquisa, estudos e produção intelectual, em função da recente publicação de editais de concurso esperados e relevantes, tais como do Senado e do INSS.

A situação mais comum pela qual tenho passado consiste naquela em que alguém, que até então não teria promovido qualquer mobilização em termos de estudos, se dirige a mim indagando o que deve fazer. Percebo que há alguma expectativa de natureza messiânica, como se estivesse diante de um messias que lhe apresentaria o caminho milagroso da salvação, garantidor de um lugar no reino do céu da aprovação. E perguntas desta natureza são dirigidas tanto por candidatos, quanto por pessoas próximas aos candidatos.Geralmente as palavras clássicas são as seguintes: “que dicas você pode dar para o meu filho?”. Ou “para mim”, ou “para o meu marido”, ou “para a minha esposa”.

A vontade que tenho, no fundo, seria dizer o seguinte: “comece a estudar agora para o próximo concurso, o qual deve ser convocado daqui uns 4 anos!”. Neste momento, você pode ter se assustado com os 4 anos e estar pensando: mas 4 anos não é muito? Não seria um exagero?

Talvez sim, mas a intenção é esta, provocar a reflexão por meio de um exagero. De qualquer forma, o fator tempo e a duração são totalmente relativos.

Diante desta compreensão, o principal objetivo do presente texto consiste na abordagem do tema levantado a partir de quatro idéias fundamentais, inclusive já sustentadas em outros textos e ocasiões.

A primeira consiste na tese de que a preparação para concursos públicos precisa ser compreendida, por um lado, enquanto um objeto de médio ou longo prazo. É bem verdade que vivemos a era do imediatismo, da velocidade, da facilidade, do menor esforço e da cultura do grátis (inclusive em termos intelectuais). Porém, lamento afirmar, estes valores são incompatíveis com a aprovação no concurso público! E não se trata de uma questão teórica ou ideológica. Trata-se de uma questão de inviabilidade e constatação objetiva da realidade.

Daí porque aquele que denomino “candidato microondas”, o qual consiste no candidato que busca a aprovação conforme a referida lógica imediatista e da facilidade, está condenado ao fracasso. A não ser que se trate do personagem do filme “Sem Limite”, o qual toma uma pílula que lhe confere super poderes cognitivos (clique aqui para ver o trailer e saiba que se trata de uma ficção, não se empolgue!).

Diante desta compreensão, seria possível indagar: mas mesmo abandonando a filosofia microondas-imediatista, quanto tempo leva, efetivamente, para passar no concurso público?

Bem, aí entramos na segunda idéia relevante que o texto procura abordar. É bem verdade que desenvolvi uma metodologia de mensuração de estimativa de tempo de preparação para o concurso público. Trata-se de um conjunto de equações que contam com uma série devariáveis, de natureza objetiva-quantitativa e subjetiva, considerando aspectos como oconcurso pretendido, o programa, as fontes de estudo, a disponibilidade de tempo por semana para o estudo e as capacidades e condições cognitivas do candidato.

A montagem do planejamento de estudos no Sistema Tuctor (clique aqui para acessar), o qual incorpora a mencionada metodologia, mostra a referida estimativa. Inclusive, ao longo da execução do plano de estudos, o sistema conta com uma ferramenta da Equalização (clique aqui para entender o mecanismo da equalização), a qual está sempre tornando mais realista a execução do plano e a previsão de conclusão.

Porém, ainda que se trate de um parâmetro e informação relevante, não se trata de uma garantia de momento da aprovação.

esta compreensão nos leva a uma terceira idéia, a qual passa pelas condições necessárias à aprovação. Ou seja, quando é que passamos no concurso público? Resposta: quando temos a disponibilidade, em termos intelectuais e cognitivos, das informações solicitadas no momento da prova, de modo a atender a pontuação necessária, considerando os parâmetros do edital.

Portanto, o que nos faz passar trata-se desta tal disponibilidade intelectual e cognitiva. E como não somos computadores e não temos “hard-disck” cerebral, a criação das condições de disponibilidade intelectual e cognitiva envolve um processo dinâmico e evolutivo. E daí vem dois conceitos relevantes que tenho sustentado.

O primeiro consiste na idéia da aprendizagem em PG (progressão geométrica), o qual conta com uma série de fundamentos psicopedagógicos e neurocientíficos. Mas o fundamental é que na manutenção e evolução dos estudos, 1+1 não resulta necessariamente em 2.

Neste processo evolutivo, também passamos por uma maturação cognitiva, q qual envolve aspectos como a acumulação de informações, a ampliação da capacidade de dar respostas, o aumento da concentração, a ampliação da expertise de realização de provas e a elevação da capacidade de elaboração intelectual para a construção de respostas. Tudo isto se associa ao conceito de plasticidade do cérebro. (clique aqui para entender um pouco mais sobre a Maturação Cognitiva na Preparação para Concursos).

Em função de todas estas premissas, entramos na 4ª idéia que o texto procura sustentar:Foco no Processo! A noção do foco no processo, a qual tenho sustentado de forma insistente e reiterada, consiste na antítese do foco no resultado.

O candidato que trabalha com foco no resultado vive a angustia, e por vezes o desespero, da imediatidade da aprovação. O candidato que trabalha com foco no processo tem na aprovação uma conseqüência lógica e naturalMas seu foco é no processo, na execução do seu plano de estudos. Este candidato comemora a cada semana o fato de ter conquistado as metas de curto prazo estabelecidas para aquela semana (clique aqui para entender um pouco mais sobre o Foco no Processo).

Reunindo todas estas compreensões, o objetivo deste texto é que quando o edital do concurso público for publicado, você já esteja em condições bastante avançadas. E nunca faça aquela pergunta colocada no início do texto, a qual me causa desconforto e constrangimento.

Fonte: Tuctor



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