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publicado em 14/10/2020 às 16h00
Polícia pede a prisão preventiva de suposta jurista acusada por vários crimes

A Polícia Civil pediu nesta terça-feira (13) a prisão preventiva de Cátia Raulino, suposta jurista que exercia a advocacia ilegalmente em Salvador.

De acordo com o delegado ACM Santos, que investiga o caso, o inquérito será concluído ainda hoje e remetido ao Ministério Público da Bahia (MP-BA), que dará prosseguimento ao caso.

"A conclusão é que Cátia Raulino não tem diploma de bacharel na universidade do Maranhão onde alegava ser formada. Foi dado todo esse período para que ela pudesse apresentar um diploma, o que não ocorreu. Já temos certeza absoluta que na faculdade que ela diz ser formada, ela não tem diploma", disse o delegado, que acrescentou ainda que Raulino responderá por cinco crimes.

"A partir do momento que está claro que ela nãoé uma bacharel, ela é tipificada no crime de estionato, pois ela obteve vantagem em cursos e lives que ela cobrava, como se fosse bacharel. Além disso, responderá pelo uso de documentos falsos para ser admitida nas faculdades, exercício irregular da profissão do Direito, falsidade ideológica por ter inserido dados que não eram verdadeiros em documentos públicos e crime cibernético, que precisa de provas mais concretas, por isso foi solicitada uma busca nos equipamentos eletrônicos dela", completou.

Cátia Raulino, além de ter atuado como professora e coordenadora do curso de Direito da Centro Universitário Ruy Barbosa (UniRuy Wyden), a mulher também atuou por quase um ano em um cargo de confiança do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA). 

De acordo com o TJ-BA, a mulher ocupou o cargo temporário de supervisora no local de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. Não foi informado, no entanto, em que setor ela atuava.

Fonte: Correio



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