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publicado em 21/08/2020 às 10h10
Mulher humilha funcionários de quiosque no Rio afirmando ser filha de juiz

Um vídeo que viralizou nas redes sociais hoje mostra uma mulher discutindo com funcionários do quiosque Geneal, no Leblon.

Nas imagens, a mulher aparece visivelmente irritada e afirma: "Vocês mexeram com a mulher errada, sou filha de homem poderoso (...), sou filha de juiz". Ela segue com as ofensas contra os funcionários dizendo "você é um merda, não é nada perto de mim."

A mulher só para com as ofensas ao ser levada por um homem até um carro preto que estava parado próximo ao quiosque.

O gerente do estabelecimento, Rafael de Oliveira Francisco, que estava no local no momento da confusão, relata que a mulher ainda proferiu ofensas racistas contra um dos homens da equipe.

De acordo com Rafael, o caso ocorreu no final do mês passado, mas viralizou apenas agora porque uma pessoa conhecida dos envolvidos resolveu compartilhar as imagens em uma rede social.

O funcionário do estabelecimento alega que a confusão havia começado uma semana antes do episódio gravado, quando a mulher foi flagrada tentando furtar uma cerveja. Na ocasião, ela discutiu com os funcionários e chegou a quebrar uma mesa. Então, dias após a primeira discussão, ela voltou ao local e, novamente, discutiu com os trabalhadores do local, que registraram a discussão.

"Uma semana antes, ela tinha tentado furtar uma cerveja da geladeira, o funcionário viu e falou com ela educadamente, mas ela começou ofender e até mesmo quebrou uma mesa. [Na semana seguinte] Assim que ela viu [o funcionário que a abordou da primeira vez] já começou a ofender, inclusive um policial que foi ao local. Ela diminuiu a intensidade depois que viu que estava sendo gravada, mas xingou o funcionário com expressões fortes como 'preto sujo' e 'nego feio'", detalhou Rafael.

O gerente do quiosque, que foi inaugurado em dezembro do ano passado, contou que foi a primeira vez que um caso desse acontece no local.

Funcionário ofendido perdeu a mãe por covid-19

Pelas imagens registradas pelos envolvidos na confusão, é possível ver que a mulher não está usando máscara, medida recomendável para prevenção do novo coronavírus. De acordo com Rafael, só a mulher estava sem máscaras no momento da confusão.

O gerente ainda revela que, cinco dias após o caso, o homem que foi vítima das ofensas racistas perdeu a mãe vítima de covid-19.

"Ele é um homem carismático, já teve que morar na rua, fala mais de um idioma, ele é um exemplo de vitória. O que ela fez com ele foi covardia, das pessoas ali, ele talvez seria a única que não merecia isso", disse.

Em contato com a reportagem do UOL, Júlio Quintanilha, funcionário que foi alvo das ofensas racistas, lamentou o episódio e disse que pensa em processar a mulher.

"Acabei de sair da delegacia. Devido a uma sequência de fatores, só hoje pude abrir uma ocorrência, e devido a toda essa repercussão. Perdi minha mãe tem 15 dias e estava há 12 dias internado com minha irmãzinha de um ano e cinco meses, com muitas complicações de saúde, que agora vou ter que criar junto ao meu esposo, e somente ontem tivemos alta", declarou Júlio, que acrescentou:

"Foi um pouco assustadora toda essa exposição, sendo obrigado a procurar o Decradi, tendo que deixar minha irmã em casa."

Fonte: UOL

 

 



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