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publicado em 16/08/2018 às 08h23
Lava Jato investiga suposta participação da FGV em esquema de corrupção

Agentes da Polícia Federal prenderam, na manhã desta quinta-feira (16), Edson Menezes, ex-superintendente do Banco Prosper e ex-presidente da Bolsa de Valores do Rio.

A operação investiga o pagamento de propina na venda da folha de pagamento dos servidores do Estado na gestão de Sérgio Cabral, em leilão que foi preparado por uma consultoria da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que subcontratou o Banco Prosper.

Em delação, Carlos Miranda, operador de Cabral, disse que o negócio envolveu a promessa de pagamento de R$ 6 milhões por parte de Edson Menezes.

Segundo Miranda, a propina teria sido paga metade em dinheiro e outra parte em vinho, porque Edson Menezes conhecia esse gosto requintado do ex-governador Sérgio Cabral.

A consultoria foi contratada em 2006, antes da gestão Cabral, mas foi feita até 2011, quando a folha foi vendida junto com o Banco do Estado do Rio de Janeiro (BERJ).

A FGV é investigada e há suspeita de que a instituição educacional, uma das mais renomadas do país, tenha participação no esquema. Um dos diretores de projetos da FGV deve ser intimado a depor, ainda nesta quinta-feira.

O G1 tentou entrar em contato com a FGV, mas até a publicação dessa reportagem não havia obtido retorno.

Fonte: G1



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