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publicado em 04/12/2012 às 09h08
Cremesp barra registro de médicos que boicotaram exame de proficiência

O Cremesp está barrando o registro profissional dos médicos recém-formados que boicotaram o exame de avaliação do Conselho Regional de Medicina do Estado de SP realizado no mês passado.

Recém-formados podem pedir revisão do caso, diz Cremesp

A partir deste ano, a participação na prova é exigida para o registro. Mas os candidatos alegam que o desempenho é confidencial e não deveria impedir o registro.

O presidente do Cremesp, Renato Azevedo Júnior, confirma a suspensão, mas diz que os casos estão sendo analisados internamente. Segundo ele, de um total de 2.852 recém-formados que fizeram o exame, houve boicote de 85.

"É uma situação lamentável e incompreensível, que o primeiro ato dos novos médicos seja descumprir uma resolução do conselho regional. Não temos a intenção de prejudicar ninguém, mas eles [recém-formados] precisam arcar com as consequências de suas decisões. Eles precisam crescer, não são mais estudantes", disse.

O movimento de boicote defendeu que todos assinalassem a alternativa "b" como resposta para as questões.

A Folha apurou que 80 registros suspensos se concentram nas faculdades de medicina da USP de Ribeirão Preto, da Unicamp e na Famema (faculdade de Marília).

"RETALIAÇÃO"

Para Renato Martins Pedro, 27, recém-formado pelo campus de Ribeirão Preto da USP, a atitude do Cremesp está prejudicando a atuação dos novos profissionais.

Ele disse que os alunos receberam uma carta do Cremesp informando que a prova estava sendo analisada e que até 31 de janeiro os alunos teriam uma posição.

"Isso é uma punição clara e contrária à Constituição, já que não posso exercer minha profissão e vou perder plantões", afirmou Pedro. Segundo ele, a demanda por plantões para os recém-formados é maior no final de ano.

Já Eduardo Vinicius Rosa, 24, recém-formado pela mesma instituição, disse que movimento protestou contra o formato da avaliação. "Não somos contra a prova. O ideal é que fosse realizada uma avaliação seriada contemplando 2º, 4º e 6º anos."

Fonte:

É neste momento que os bacharéis em medicina ficam IDÊNTICOS aos bacharéis em Direito. As reclamações, os protestos e os argumentos convergem perfeitamente.

É a reação entre o controle e a presunção de que não se deve ser controlado.

O debate sobre a legitimidade da verificação estatal da qualidade dos acadêmicos já existe, e vocês sabem bem qual é. A questão orbita agora na expansão deste controle. Os estudantes de Contabilidade não reclamam, mas os de medicina sim.

A oposição deles tem impacto midiático e atraia o interesse da sociedade, afinal, os médicos são decisivos quando se trata da saúde das pessoas.

Em algum momento os estudantes contrários, de Medicina e Direito, irão se unir e afinar o discurso, e em algum momento o Estado, de verdade, terá de decidir se exames de proficiência devem ou não ser aplicados. Se nossas faculdades formam de verdade ou só querem saber de dinheiro.

A futura decisão, seja qual for, precisa ser muito pensada, pois as consequências serão profundas e duradouras.

Legitimidade

Apesar de tudo, o Cremesp, ao meu ver, não pode barrar o registro, pois sua prova não tem nenhuma previsão legal. Ela é derivada de um provimento ou resolução próprios da entidade. E sem prévia exigindo a sumibmissão ao exame, este não pode ser cobrado e muito menos implicar em punições.

Os candidatos reprovados, se buscarem o judiciário, têm grandes chances de lograr sucesso em um MS.

O curioso é que terão de contratar advogados, legitima e devidamente aprovados no Exame de Ordem.

Paradoxos da vida...



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