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Análise de Prova Objetiva Destaque

Como será a prova do XXV Exame de Ordem?

Como será a prova do XXV Exame de Ordem?

Todos os candidatos sempre perguntam a mesma coisa: como será a próxima prova objetiva da OAB?

E a pergunta faz sentido, pois de fato existe uma séria oscilação do grau de dificuldade entre uma edição e outra da prova.

A primeira fase do XXIII, por exemplo, foi a pior de todos os tempos, com uma aprovação pífia de 13,35%, ou seja, 86,65% de reprovação. E isso ainda na 1ª fase.

Já a prova do XXIV tivemos 47.693 candidatos aprovados na primeira fase, aproximadamente 37% de aprovação.

A discrepância é nítida!

As provas do XX e XIX Exames foram difíceis, mas consideradas racionais. Essas provas foram bem elaboradas e não geraram controvérsias entre os candidatos.

Aí veio o XXI Exame, o prenúncio de que as coisas iriam piorar!

A primeira fase do XXI foi só terceira pior prova de todos os tempos, com 17,09% de aprovação (estatísticas exclusivas do Blog), contando com 2 anuladas de ofício. Se não fossem as anuladas, teria sido pior inclusive do que a do XXIII. Essa reprovação, sem as duas anulações de ofício, é desconhecida, mas foi bem pesada. Com a divulgação da lista de aprovados tivemos 20.510 examinandos aprovados. Ou seja, o percentual de aprovação foi de 17,09%. Um percentual digno de DUAS fases da OAB, e não só de uma. A aprovação sem as anuladas deve ter ficado na casa dos 12%. Ou seja, pior que a prova do XXIII.

Um grande susto, muita reprovação, e muitas reclamações.

Na sequência, veio o XXII Exame, e tudo foi uma “maravilha”, ao menos dentro da lógica da OAB. Uma primeira fase boa, sem maiores reclamações e com uma aprovação bem razoável.

Mas aí veio o XXIII Exame, e a devastação foi sem precedentes!

Primeiro tivemos uma alteração de alto impacto na prova: a redução das questões de Ética Profissional, de 10 para 8.

NOTA: Essa redução vai se manter para o XXIV Exame, não tenham dúvidas quanto a isto.

Essa única medida, por si só, já produziu grande parte do estrago na 1ª fase. Isso porque Ética sempre foi (e ainda é) o porto seguro de todos os candidatos, ESPECIALMENTE os que são aprovados ali com 40 ou 41 pontos. Mas com a redução a margem de aprovação geral naturalmente cai sem que a Ordem precise fazer força alguma para isto.

Direitos Humanos também perdeu uma questão. Com isso Processo Penal, Processo Civil e Tributário ganharam, cada, mais uma questão.

Depois foram várias questões interdisciplinares, mais complexas do que o habitual e que também prejudicou muita gente.

E, claro, enunciados mais intricados e extensos se comparados com as edições anteriores.

Imaginamos então que a prova do XXIV seria bem complicada, mas acabou não sendo. Na verdade, se comparada com a do XXIII, ela foi uma mãe.

Vejamos como poderá ser a prova do XXV Exame de Ordem após condensarmos o que observamos e sabemos até agora.

Primeiro:

As duas grandes balizas para vocês avaliarem se estarão prontos para o XXV Exame são as provas do XXI e do XXIII. Em termos de complexidade, e também sob a ótica da contemporaneidade, são as melhores balizas para vocês se sentirem seguros para a próxima prova.

XXIII

Prova

Gabarito

XXI

Prova

Gabarito

Segundo:

A interdisciplinariedade, que prometia vir com tudo no XXIV, mal apareceu, quebrando as expectativas. Não dá para saber se será bem explorada no XXV.

Terceiro:

Interpretar bem os enunciados passou a ser vital no Exame, especialmente porque a FGV já definiu que todas as questões agora são problematizadoras, ou seja, questões com o relato de uma situação-problema para o candidato apresentar a solução jurídica cabível à hipótese.

Como será a prova do XXV Exame de Ordem?

Um dos grande problemas do Exame de Ordem é não ter exatamente nenhuma consistência estatística. Ou seja, não dá para projetar o que vai acontecer em uma edição vindoura com base nas provas passadas. É bem verdade que ultimamente estamos vendo uma alternância no grau de dificuldade das provas, oscilando entre o fácil e o difícil, na seguinte lógica:

XIX – Fácil

XX – Mediana

XXI – Difícil

XXII – Fácil

XXIII – Difícil

XXIV – Fácil

XXV – ?

Mas essa ordem de oscilação é muito recente e não dá para se fiar em sua lógica. Até era assim há uns 5 anos atrás, mas depois tudo ficou bastante nebuloso, sem uma sequência clara de oscilação. A partir do XXI que essa sequência teve início e ela pode ser alterada a qualquer momento.

Mas, é claro, trata-se basicamente de uma análise da minha parte, e não de uma afirmação taxativa. E digo isso porque não se pode esperar da FGV algo que ela não aprendeu a fazer mesmo após 7 anos aplicando o Exame de Ordem: aplicar uma prova previsível e linear.

Por algum motivo misterioso a FGV não consegue impor um padrão, mesmo após todos esses anos.

Só há uma justificativa para tanta assimetria: a FGV, de propósito, cria flutuações estatística na prova.

É a única justificativa para tantas provas diferentes em suas complexidades. E só a FGV pode responder a essa pergunta.

De toda forma, mantemos a premissa básica: preparem-se para o pior!

Maurício Gieseler

Advogado em Brasília (DF), este blog é focado nas questões que envolvem o Exame Nacional da OAB, divulgando informações e matérias atualizadas, além de editoriais, artigos de opinião e manifestações que dizem respeito ao tema. Colocamos, também, a disposição de nossos visitantes provas, gabaritos, dicas, análises críticas, sugestões e orientações para quem pretende enfrentar o certame. Tudo sobre o Exame de Ordem você encontra aqui.

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