Lives estratégicas para a 2ª fase do XXXI Exame de Ordem

Aprenda a fazer a prova em alto nível!

publicado em 07/07/2010 às 07h33
Cespe afirma que vazamentos ocorreram no momento da guarda dos malotes

Polícia Federal investiga fraudadores dos concursos da Anac e da Abin

Os desdobramentos da Operação Tormenta, deflagrada no dia 16 de junho, levou a Polícia Federal (PF) a identificar fraudes nos concursos da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), de 2009, e da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), de 2008. As investigações apontaram que 45 pessoas estariam envolvidas, sendo uma delas a irmã do policial rodoviário federal que repassou as provas à quadrilha.

Segundo a PF, os concursos da Anac e da Abin foram fraudados pela mesma organização criminosa, com sede em São Paulo, que fraudou os concursos da Polícia Federal para Agente (2009) e da Receita Federal (1994) e a segunda etapa do 3.° Exame de Ordem da OAB de 2009.

O acesso privilegiado às provas ocorria durante a guarda dos malotes de provas, nas dependências da Polícia Rodoviária Federal. Um policial rodoviário federal, que estava entre os presos na operação realizada em junho, teria copiado as provas e repassado aos chefes do grupo. As investigações apontaram ainda que a quadrilha já atuava há 16 anos, tentando fraudar diferentes concursos executados por várias organizadoras.

CONCURSOS – O Cespe/UnB foi o responsável pela execução dos concursos da Anac, da Abin, da PF e pelo Exame da OAB. “O Centro, assim como outras aplicadoras, foi vítima da quadrilha. A Polícia Federal enfatizou que não há qualquer indício de participação de servidores das organizadoras”, afirma Ricardo Carmona, diretor-geral do Cespe/UnB, lembrando que, de acordo com a PF, a quadrilha também tentou fraudar outros concursos do Cespe/UnB, mas não obteve êxito em burlar o sistema de segurança adotado pela instituição.

Carmona considera os resultados da Operação Tormenta positivos, “uma vez que estão tirando de circulação membros de uma quadrilha altamente especializada”. A metodologia desenvolvida pela PF durante as investigações também será utilizada pelo Cespe/UnB. “O Centro investe continuamente em segurança e esse novo sistema deve constituir um grande avanço nesse sentido”, ressalta o diretor.

SUSPEITOS – A Polícia Federal divulgou que dos 45 novos suspeitos que serão investigados, 36 teriam tido acesso privilegiado às provas da Anac, aplicadas em julho de 2009, sendo que 11 tomaram posse em cargos de níveis médio e superior. As outras nove pessoas teriam acessado as provas da Abin, realizadas em outubro de 2008, e uma delas tomou posse como Oficial de Inteligência.

Já no concurso da PF, dos 53 candidatos que tiveram acesso à prova de Agente Federal, aplicadas em setembro de 2009, seis chegaram à etapa do Curso de Formação Profissional e foram eliminados. Na segunda fase do 3.° Exame de Ordem da OAB de 2009, cancelada após suspeita de irregularidade, foram 26 candidatos que tiveram acesso às provas. Durante a aplicação do exame em fevereiro de 2010, um examinando de Osasco (SP) foi flagrado com anotações, feitas em um livro usado para consulta e em um pedaço de papel, que apresentavam relação direta com as perguntas da prova de Direito Penal. A fase foi reaplicada em abril.

A PF informou que os candidatos identificados serão indiciados por estelionato e receptação e aqueles que tiverem relação próxima com a quadrilha terão mandado de prisão preventiva solicitado à justiça. De acordo com a polícia, os concursos não serão anulados, uma vez que os fraudadores serão punidos. “Não há razão para prejudicar os candidatos aprovados que agiram de boa fé e esses são a maioria”, defende Ricardo Carmona, diretor do Cespe/UnB.

A Operação Tormenta expediu ainda 12 mandados de prisão temporária e 34 mandados de busca e apreensão no mesmo dia em que foi deflagrada.

Procedimentos de segurança adotados pelo Cespe/UnB

O Cespe/UnB investe continuamente em procedimentos de segurança. Em todos os processos seletivos realizados pelo Centro, são adotadas medidas de segurança rigorosas desde a etapa de elaboração das provas até a entrega dos resultados.

A impressão e o empacotamento das provas, por exemplo, são realizados em gráfica própria, altamente sigilosa, sem comunicação externa e monitorada continuamente por câmeras de vídeo e scanner corporal. Pouco antes da aplicação, os malotes de prova devidamente lacrados são conduzidos por Coordenadores de Aplicação (servidores da UnB) e, muitas vezes, também por membros da Associação de Delegados da Polícia Federal para cada local de aplicação.

O Cespe/UnB desenvolveu um software de embaralhamento de itens, que permite a confecção de diferentes tipos de provas. A quantidade de provas não é divulgada, pois é questão sigilosa. Outra medida relevante é a identificação dos inscritos apenas por código de barras. Dessa maneira, toda e qualquer pessoa que manipula as folhas de respostas ou de texto definitivo não tem como identificar quem preencheu esses documentos.

No dia da aplicação das provas, o Cespe/UnB conta com a colaboração de profissionais de segurança e membros da Associação de Delegados da Polícia Federal, prontos para agir caso se identifique algum comportamento suspeito de algum candidato. Durante a aplicação, faz-se o rastreamento de sinais de comunicação: veículos circulam nas áreas próximas aos locais de provas monitorando ondas eletromagnéticas, com a intenção de detectar tentativas de comunicação eletrônica entre candidatos e pessoas externas. A utilização de artigos de chapelaria e de aparelhos eletrônicos também é proibida. Além disso, todos os candidatos passam por um detector de metais na entrada e saída dos banheiros.

Após a aplicação, as provas são novamente lacradas nos mesmos malotes, que são reconduzidos ao Cespe/UnB.

Diversas outras medidas são tomadas, mas, por questão de segurança, não podem ser reveladas.

Fonte: Cespe



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