Quinta, 17 de outubro de 2013
Agora alguns dados estatísticos bem interessante, conforme publicou a revista Veja: a análise de desempenho em conformidade com o estágio de formação do candidato e o número de vezes que ele se submete ao Exame de Ordem.
Primeiro vamos olhar o estágio em que os examinandos passam na prova:
Os estudantes que estão no 9º ou 10º semestres têm, respectivamente (68,65% e 58,12%) os melhores desempenhos comparando com os bacharéis, que são a maioria dos inscritos.
Não consegui estabelecer a diferença entre os estudantes do 9º e 10º semestres com os estudantes do 5º ano do curso de Direito. Parece um dado redundante, em que há sobreposição de informações. Deve existir algum critério que os diferencie, mas eu não conseguir ver qual seria.
Em termos quantitativos os bacharéis formam o maior número de inscritos (70,28% do total), e devem aglutinar o maior número de candidatos que reprovam no Exame.
Aí vem a segunda tabela:
O melhor desempenho está na faixa dos candidatos que vão fazer a prova pela 1ª vez: 37,62%. O pior está entre aqueles que vão fazer a prova pela 3ª ou mais vezes: 23,51%.
Combinando as duas tabelas, dá para perceber que quem ainda está na faculdade tem o melhor desempenho no Exame.
Por que será?
Talvez os examinados com uma melhor formação já reúnam as condições de passar logo no 9º semestre, em que pese o fato de não terem terminado ainda sua formação na graduação.
Mas isso é apenas uma suposição. Pode ser que outros elementos contribuam para esse desempenho e descobrir as verdadeiras causas demandaria um estudo específico.
Moral da história:
1 - Mais que compensa fazer o Exame de Ordem ainda na faculdade. Se reprovar ninguém vai falar nada, pois ainda não se formou, não perde tempo algum e ainda pode se livrar da pressão pela aprovação;
2 - Reprovar uma única vez é algo muito problemático para o candidato.
E aqui temos de fazer um desdobramento mais cuidadoso.
Ao reprovar o candidato entra em um ciclo, e este ciclo dura 4 meses. Para muitos, acredito, esse ciclo é insuficiente, pois precisam assimilar com mais calma (e tempo) o conteúdo a ser estudado para poder finalmente fazer frente a prova.
Agora, com a repescagem, acredito que muitos conseguirão quebrar o ciclo e conseguir a aprovação. Terão, pelo menos, 3 meses inteiros (caso reprovem mais uma vez) para estudar EXCLUSIVAMENTE para a 2ª fase, e essa é uma vantagem estratégica.
Aliás, podemos até projetar uma nova metodologia de preparo voltada para candidatos que já reprovaram mais de duas vezes no Exame, com um foco bem forte na 1ª fase, contando em seguida com a repescagem em si.
De certa forma, seria um projeto de aprovação em duas etapas, ou, em dois Exames. Para uns isso não seria uma boa, mas para um grupo bastante representativo, tal como as estatísticas acima demonstram, seria algo bem interessante.
Vou pensar sobre isso.