publicado em 22/09/2016 às 17h34
Advogada com apenas um ano de atuação profissional mostra como a internet, e um pouco de estratégia, podem alavancar a carreira.

Nós, sabemos, e sabemos bem, que as condições do mercado da advocacia para quem está começando na profissão estão bem ingratas. Salários extremamente baixos e competição selvagem são os dois fatores mais relevantes quando pensamos em jovem advocacia.

Na raiz disto tudo está a expansão irresponsável e desmedida do número de faculdades, fenômeno que teve início na década de 90 e faz sentir seus efeitos há um bom tempo.

Aliás, errei em uma previsão feita recentemente: imaginei que em setembro deste ano chegaríamos a marca de 1 milhão de advogados. Na verdade, será em outubro ou, no mais tardar, no início de novembro.

Levando ainda em conta que o MEC está prestes a retomar a abertura de novas faculdades de Direito, quebrando um acordo firmado em 2013 com a OAB, ainda durante a gestão do ex-presidente Marcus Vinícius, provavelmente em menos de 15 anos chegaremos a absurda marca de 2 milhões de advogados.

Exagero? Não, não é! Pura matemática. Dados oficiais da FGV mostram que em 5 anos e 4 meses ingressaram nos quadros da Ordem 360 mil novos advogados (Registro do Exame de Ordem Unificado sob e batuta da FGV), projetar a duplicação do número de advogados em 15 anos é algo muitíssimo razoável.

Uma constatação importante: o contexto do mercado da advocacia ESTÁ em transformação e assim permanecerá dentro desse período.

Não é uma questão de achar bom ou ruim: está em transformação, e isto é um fato.

Isso significaria, portanto, que entrar no mercado da advocacia agora seria algo muito difícil, certo?

A resposta, apesar do contexto, ainda é NÃO! Não para quem enxerga bem a atual lógica do sistema.

Ainda agora, e mesmo no futuro, será possível iniciar na advocacia e conquistar um espaço expressivo, mas para isto é preciso compreender dois elementos indissociáveis:

1 – As novas tecnologias

2 – O marketing pessoal/digital

Sim, não ignoro a existência de outras formas, mas nem todo mundo tem a família já na advocacia ou com influência e dinheiro suficientes para marcar uma posição no mercado com ajuda externa. A maioria tem de abrir seu caminho com o suor do próprio rosto.

E sobre abrir o caminho com o suor do próprio rosto, a jovem advogada Ana Beatriz Saraiva está fazendo tudo muito certinho.

Ela tem apenas 1 ano de advocacia, o que é quase nada, mas já conseguiu abrir muitos espaços, seguindo a cartilha certa para a profissão nesses novos tempos. “Descobri” a Ana após ver a publicação de uma iniciativa dela nas redes sociais: a criação do “Dicas Jurídicas”, um site que trata de novidades da jurisprudência e da doutrina de forma bem didática para os usuários.

Resolvi entrar em seu perfil e vi que ali tinha muita estratégia aplicada ao marketing digital. Como resultado, Ana conseguiu para si um espaço muito interessante em pouquíssimo tempo, e isso tem se refletido, evidentemente, na sua advocacia.

Entrei em contato com ela, troquei algumas ideias, e vi que ali estava um “case” interessante que serve perfeitamente de exemplo para os jovens advogados de hoje.

Ela, com muita inteligência, está fazendo sua própria advocacia triunfar.

E trata-se, é bom frisar, de um "case" real, com trabalho sério e sem um “investidor” por detrás, capaz de alavancar sua carreira rapidamente. Ela está crescendo por conta própria!

E isso valoriza o trabalho! Não é errado, notem, ter um auxílio externo: quem puder ter um, que o tenha, mas não o ter significa que as estratégias usadas são EFICIENTES! Isso sim é o que importa em nossa análise. O projeto é viável por si mesmo e serve de exemplo para outros jovens advogados.

Vamos ver, de forma pontual, como ela desenvolve o seu trabalho de divulgação e como conquista espaço com isto. São elementos, e é importante consignar isso, aplicáveis a QUALQUER um. Basta compreender o sistema.

Vamos olhar os pontos, um a um:

1 - Segmentação profissional e especialização

Eu sempre falo que o advogado que quer fazer barba, cabelo e bigode não tem futuro. O futuro está em buscar um lugar ao sol abraçando um ramo específico do Direito, DE PREFERÊNCIA um ramo em que não existam muitos profissionais atuando.

Direito do Trabalho ou Penal, por exemplo, são antigos e bem estruturados, repletos de profissionais não só bem-sucedidos como também de jovens postulantes. São ramos atrativos, mas a concorrência é elevada.

A Ana acabou derivando para o Direito Imobiliário, que não é um ramo assim tão demandado e famoso como os demais, mas oferece suas oportunidades.

Ela percebeu que não existiam, aqui no Distrito Federal, muitos especialistas nesta área, e resolveu enveredar no segmento.

Aqui, estrategicamente, uma decisão correta foi tomada: um ramo com um bom potencial e sem muitos especialistas.

Para quem não sabe, o DF tem um antigo e profundo problema urbanístico, com muitas grilagens de terra e ocupações irregulares, em especial por condomínios de classe média. Certo ou errado, é um grande filão a ser explorado.

Sob este prisma, ela percebeu um contexto da localidade onde mora e resolveu aproveitá-lo. Não faria muito sentido se ela quisesse se especializar em Direito do Petróleo, por exemplo. Isso faria sentido se fosse em Santos ou no Rio de Janeiro, mas não em Brasília. Por outro lado, a questão imobiliária aqui é muito forte. Estrategicamente, portanto, faz sentido se especializar em um ramo específico da região onde se pretende advogar.

A especialização é uma das chaves para ser bem-sucedido hoje na advocacia. E se for em um ramo promissor, mas pouco explorado, melhor ainda.

Isso permite que o profissional apareça em meio a tantos outros que atuam de forma "genérica" na advocacia.

Lembrem-se sempre de uma importante premissa da economia: o valor está na raridade!

Assim sendo, se existem poucos especialistas, quem o é de fato é “raro” no mercado, e pode, com isso, concentrar em si mesmo mais demandas e ganhar visibilidade entre os demais advogados com mais facilidade. E não confundam com especialização acadêmica. Conheço advogados muito poderosos e conceituados que sequer têm pós.

Mas não basta só escolher um ramo jurídico, é preciso aparecer!

E como fazer isso? 

2 - Projeção da imagem com o trabalho intelectual nas redes sociais.

Não basta somente fazer uma escolha estratégica quanto ao ramo jurídico: é preciso propagar o trabalho e fazer isso observando o Código de Ética.

Muito, mas muito do marketing feito hoje é não só inaplicável na advocacia como, a meu ver, queima a imagem do profissional. Não é preciso propagar “faço uma ação por X reais” ou “sucesso garantido”, mas sim divulgar a imagem de uma pessoa séria e comprometida com a advocacia. E Isso Ana Beatriz está fazendo muito bem!

Ela escreve com constância artigos jurídicos e os divulga em várias plataformas distintas. Isso gera indexação de conteúdo.

Ela também propaga essas informações em suas redes sociais com grande eficiência:

Ana Beatriz Saraiva – Facebook

Site - www.dicasjuridicas.adv.br                                     

Facebook - Dicas Jurídicas

YouTube - Dicas Jurídicas

O dicas jurídicas tem suas redes sociais próprias e a ativa participação dela. Ana atua aqui com 3 sócias.

Ela também criou um perfil no site Jus Brasil, que permite a divulgação de artigos pelos operadores do Direito:

JusBrasil - Ana Beatriz Saraiva

JusNavigandi - Ana Beatriz Saraiva

Um ponto interessante: evidentemente é muito bom poder publicar material intelectual em grandes mídias, mas isso não cai do céu para ninguém. O Jus Brasil é um site muito conhecido e muito acessado, e se o acesso está disponível, por que não usá-lo?

A mídia usada importa, é verdade, mas para começar na internet o importante é exatamente (e simplesmente) começar. Hoje é muito mais difícil sentar e escrever um trabalho significativo do que divulgar nas redes a produção intelectual. E divulgar qualquer coisa nas redes sociais é algo muito, mas muito fácil.

Ela também publica texto em sites especializados em Direito Imobiliário:

Mariana Gonçalves

O Gestor Imobiliário

Nos sites acima, a Ana foi convidada a participar. Ou seja, com um ano de atuação ela já conseguiu uma boa visibilidade. 

O seu facebook trata, basicamente, de seus textos, seu envolvimento com a OAB/DF (vou tratar disto mais abaixo) e sua atuação profissional, com pouco espaço para aspectos pessoais (quando surge algo pessoal, é estritamente familiar).

O importante aqui é enxergar as redes sociais como uma extensão da atividade PROFISSIONAL e não pessoal. Essa distinção ajuda muito na divulgação da carreira.

Isso permite a propagação em várias frentes. Quando alguém vai pesquisar nas redes quem é Ana Beatriz Saraiva, encontra uma série de referências positivas. E isso ajuda a fechar negócios. Ela me relatou que já foi procurada por pessoas do Belém do Pará, Rio de Janeiro e até mesmo de Portugal, e tudo foi tratado pelas redes sociais. Além, evidentemente, ter conseguido muitos clientes no Distrito Federal como resultado de seu trabalho de divulgação.

Sob a ótica dela, as redes sociais representam um cartão de visita moderno, pois podem abrir portas jamais imaginadas.

3 - Atuação política e networking

Como complemento do trabalho de divulgação pessoal, Beatriz também procura ampliar a sua rede de contatos. E nós sabemos que uma boa rede de contato vale OURO.

Como ela faz isso?

Sua atuação aqui é muito inteligente. Em suas redes ela divulga as ações de OUTROS advogados, valorizando o trabalho deles, além e participar pessoalmente de atividades da OAB/DF.

Oras, quando você dá uma força para os seus colegas, no fundo está é construindo pontes de amizade e gratidão dentro da carreira. Evidentemente, isso representa a construção de um CAPITAL SOCIAL significativo. Em algum momento esse altruísmo se transforma em negócios, pois quem é parceiro sempre é visto em primeiro plano.

Com os colegas sempre podem surgir parcerias úteis no futuro. Advogados especialistas costumam declinar causas para outros especialistas quando um caso não é do seu ramo de atuação. Assim funcionam as parcerias, que só são criadas quando se estabelece um laço de confiança entre os profissionais.

Você se torna especialista, estabelece contato permanente com colegas de outras especialidades, mostra serviço, mostra ser confiável e em algum momento uma causa cai na sua mão.

Essa lógica é insuperável!

Ao longo do tempo outras causas aparecem, assim como você também passa para os parceiros causas que não são de sua alçada técnica. E assim monta-se um networking profissional.

Leva tempo, é claro, mas tudo começa quando se toma a decisão de doar um pouco do próprio tempo para a atividade política e de contatos, o retorno é certo.

Ser egoísta, querer tudo para si, é pedir para ser rifado do sistema.

Ter sucesso na advocacia leva tempo, mas com inteligência dá para chegar lá.

E quando falo em inteligência, falo de ao menos 4 vertentes dela:

1 – Inteligência emocional: permite suportar as dificuldades do início, os contratempos e dissabores sem deixar a peteca cair. Afinal, leva-se tempo até que os frutos da semente plantada surjam. Até isso acontecer, tempestades irão cair.

2 – Inteligência social: a consciência de que conseguir as coisas sozinho é muito difícil, e que o trabalho colaborativo, o altruísmo estratégico e a participação do corpo da classe representam, verdadeiramente, o “dividir para crescer”. Nesse quesito o trabalho dela é muito inteligente. E, com certeza, rende muitos mais frutos caso ela optasse por conseguir tudo sozinha, sem colaborar com ninguém.

3 – Inteligência “técnica”: ela optou por um ramo do Direto e entrou de cabeça nele. Chamo de inteligência técnica apenas para diferenciar do conceito aberto de inteligência. Ela se dedica, abraçou um ramo do Direito e fale e escreve sobre isto.

4 – Resiliência: em seu facebook não é raro vê-la dando check-ins nos mais diversos juizados do Distrito Federal, ora em Taguatinga, ora em Brasília, e por aí vai. É muito chão para rodar!

E ela encara isso!

A questão fundiária no DF é complexa e se desenvolve em praticamente todos os cantos deste quadrilátero. E lá está ela encarando este desafio, e o faz com entusiasmo.

Pergunto: tem como uma advocacia como esta não dar certo?

Só um ano se passou, mas Ana Beatriz Saraiva entendeu muito bem como a roda do mundo no século XXI está rodando, e entrou de cabeça nisto: o resultado disto é tangível!

Segue abaixo a entrevista com Ana Beatriz Saraiva, a jovem advogada que entendeu bem os conceitos de marketing digital e estratégia profissional:

1 - Quando foi que você se formou?

 Graduei-me em 2009, logo em seguida passei no exame da ordem, porém escolhi adiar minha atuação profissional,  pois queria dedicar-me exclusivamente aos cuidados do meu filho.

2 - Por que você escolheu a advocacia?

Questões como defender ao próximo sempre me atraíram. A defesa do direito traz para mim sentimento de realização pessoal.

Sobre questões praticas da profissão, a advocacia me permite ser dinâmica, sem rotina e claro, é  uma emoção atrás da outra. Costumo dizer que quando imagino que a advocacia me surpreende, acontece algo que me surpreende ainda mais. Além disso, acredito que na profissão podemos alçar voos mais altos, mas claro a depender unicamente do nosso esforço.

3 - Como você pensou a sua advocacia, sob o aspecto empresarial, ao analisar o mercado como um todo?

O mercado encontra-se saturado, isto é fato! Então não posso ser mais do mesmo. Tento planejar tudo que é possível, principalmente questões financeiras para que eu não perca o controle.

O(a) advogado(a) pega sua carteira  da OAB e tem a ilusão que clientes cairão do céu, que ter um escritório atrairá contratos ou que um grande escritório vai te contratar apenas porque você tem a tão sonhada “carteirinha”.  Não é assim! Percebo que o mais importante é focar nos clientes. Escolher um ramo que te atraia e que tenha nicho de mercado. 

4 - Como foi a sua escolha pelo Direito Imobiliário como especialidade? Afinidade ou visão estratégica de oportunidade?

O Direito Imobiliário surgiu na minha vida profissional como um presente! Assim que comecei a militar as primeiras ações foram no ramo. Acontece que eu não tive a matéria na faculdade e sempre que surgiam dúvidas percebia que tinham poucos advogados especialistas na área que poderiam me ajudar. Então resolvi fazer uma pós-graduação na área, investir em livros e estudar os assuntos que mais afligem as pessoas, afinal, quem nunca teve problema com vizinho ou não conhece alguém que já teve problemas com imóveis?

Essas questões do dia-a-dia envolvem diretamente o Direito Imobiliário. O crescimento nos últimos anos na venda de imóveis foi gigantescos, novos condomínios surgem mais a cada dia, creio então que sempre terei um mercado ao meu dispor!   

5 - Fale sobre sua estratégia de diferenciação no mercado. Quais ações você tomou para se destacar?

Bem, como eu decidi advogar após a maternidade, eu não tinha um networking, o que de fato nossa profissão exige para captação de clientes.

Dessa forma tive que usar o que tinha ao meu dispor: mudei todas as minhas redes sociais (sem transgredir o Código de Ética, claro!)  direcionei para conteúdos jurídicos, na qual eu pudesse mostrar para os amigos mais próximos que eu agora estava advogando .

Sabe a máxima "quem não é visto, não é lembrado?”, pois bem, o marketing no meu caso foi a melhor maneira de se captar cliente, pois estava ao meu alcance de forma gratuita e rápida!

Minha intenção é fazer com que as pessoas lembrem-se de mim todas as vezes que precisarem de um(a) advogado(a).

Então, comecei escrevendo artigos e publicando em sites gratuitos, porém de grande alcance, como por exemplo jusbrasil e jus navegandi. Passei a fazer  posts curtos para o facebook, comentando decisões recentes e expondo temas relevantes do mundo jurídico.  Criei um instagram (@dicas_juridicas) voltado exclusivamente para o Direito. Além de alcançar um publico diversificado, isso  já gerou parcerias com outros profissionais que também  precisam de divulgação. 

Ao passar do tempo meu networking foi aumentando, parcerias foram surgindo e a partir daí eu e mais 3 advogadas decidimos elevar  essa marca e  investir em site, canal no youtube, facebook e um blog. Com a participação de 4 pessoas, os custos para a criação dessas redes ficaram mais em conta e não pesou no tempo de ninguém para gerar conteúdo.

Com as minhas publicações voltadas para o Direito imobiliário, passei a ser colunista de outro site voltado para o ramo: Minutos do Direito /Mariana Gonçalves. Lá possuo artigos publicados quinzenalmente, o que já aumenta a minha visibilidade. Alem deste, já tive artigo publicado no site Gestor imobiliário, justamente na área que tenho mais apreço.

Bem,posso falar com toda certeza que o público que alcanço hoje vai além dos meus amigos de redes sociais. Já fui procurada por pessoas do Belém do Pará, Rio de janeiro enfim, de muito longe, e acredite, já tive cliente de Portugal, em que tratávamos tudo por redes sociais inclusive.

Consequentemente o número de clientes cresceu significativamente dentro desse 1 ano que advogo.

Portanto, vejo que redes sociais são nossos cartões de visita, pois podem abrir portas jamais imaginadas, e cá pra nós, a frase "propaganda é a alma do negócio" também se aplica a advocacia.

Outro ponto que acho essencial na minha trajetória é  participar das comissões temáticas da OAB, é um trabalho voluntario, porém alem de te fazer aprofundar no ramo que você tem afinidade, você tem a oportunidade de conhecer outros profissionais, fazer trabalhos voltados para o social e claro pode sim melhorar seu currículo.

6 - Discorra sobre sua visão do marketing na internet e seu marketing convencional. Como você estabelece a convergência entre esses dois aspectos?

O marketing vai além da propaganda, tenho a visão de  que engloba toda a estratégia de crescimento  do meu ramo profissional. Em ambos os sentidos, tanto o marketing na internet  quanto o  convencional,  convergem no objetivo de  diminuir meus custos e aumentar meus clientes o que consequentemente vai resultar em mais lucro!

Nós advogados devemos nos ater as regras do Código de Ética, não temos a liberdade de  fazer propaganda dos  nossos serviços  num outdoor ou num canal de Tv como acontece nos EUA, por exemplo. Pra ser sincera acho até vantajosa essa questão, pois o jovem advogado está em pé de igualdade com o advogado que está há mais tempo no mercado e consequentemente é mais conhecido.

Pois bem, muitas vezes passamos a maior parte do nosso dia na internet e por que não   mostrar seu trabalho e o profissional que você é? Sei que não alcanço todo o público que desejo, mas com certeza é um publico amplo.          

Sabe  quando temos alguma dúvida e buscamos no google? Quero que meu nome apareça e um pretenso cliente pense: “ vou procura-la!”.

Já o marketing convencional encontra-se desde um cartão de visitas apresentável e vai  até mesmo na sua aparência pessoal! E claro,  em todos esses  sentidos procuro investir da melhor forma possível.

7 - Você tem pouco tempo de mercado. Acha que está no caminho certo? Seu escritório já lhe dá algum retorno?

Já pude vivenciar os desafios da profissão, que vão desde a instabilidade financeira ao cliente que não te paga. As vezes bate a insegurança, mas procuro me inspirar em profissionais que venceram e vejo que é possível ir muito longe.

A advocacia traz um sentimento de gratidão daqueles que você defendeu e o retorno financeiro vai depender unicamente do seu esforço e dedicação. A profissão vem me encantando mais a cada dia, te faz crescer como pessoa e te instiga a estudar mais e mais.

O retorno financeiro, ainda, não é o que eu sonhava, mas persevero! Já pude ter bons rendimentos e sempre reservo uma quantia para investir inclusive no meu profissional.

8 - Como foi seu investimento no escritório? Custou muito caro? Você teve algum apoio?

Como dito, meu objetivo é sempre diminuir meus custos para que gerem mais lucros, inclusive para que eu possa investir na minha profissão. Como estou em inicio de carreira utilizo o sistema de escritório compartilhado (ou escritório virtual).

Faço parcerias com outras advogadas, dividimos despesas e  usamos esse escritório somente para atender aos clientes.

Diante da crise financeira do país, o custo para se manter um escritório está altíssimo, e dessa forma encontrei uma maneira de ter um  endereço comercial e uma sala,  porém com baixo custo.

Comecei minha carreira somente com meus cartões de visita e claro meu conhecimento. Financeiramente falando, como  não tinha um emprego ao meu dispor e nem um familiar que advogasse e pudesse me “ajudar”,  tive que correr atrás dos meus clientes.

O apoio que tenho vem  das pessoas que me cercam, elas me incentivam, sanam minhas dúvidas e claro que me indicam clientes. Se hoje minha  cartela de clientes está além do que eu imaginava foi por conta desse tipo de apoio também!

9 - Você é fiel a especialização ou se arrisca em outros ramos do Direito?

Apesar de querer me especializar em Direito Imobiliário, também atuo em outros ramos, tanto é que, atualmente, sou secretária adjunta da Comissão de Direito de Família da OAB/DF – Subseção Taguatinga.

Faço parcerias com advogados de outras especialidades e vejo como uma maneira de não perder clientela e lógico dinheiro!

Além disso, você só tem a ganhar fazendo parcerias, ganha conhecimento, networking, sua cartela de clientes aumenta, ganha visibilidade e claro, você ganha uma porcentagem nos honorários.