VadeMecum

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publicado em 20/05/2019 às 15h10
A resolução de questões, a análise do erro e a formação da memória

Resolver questões da OAB e errar, quem nunca?

Todos, evidentemente, afinal, quando falamos de processos de aprendizagem o erro é um elemento inerente. Inerente e fundamental, pois o erro é um elemento indispensável de ajuste na preparação. Sem o erro não há aprendizado.

E por que não?

A questão, claro, guarda correlação com o processo em que o cérebro fixa o conteúdo e estabelece o aprendizado.

Primeiramente, para errar (errar de verdade) o estudante tem de tomar contato com o conteúdo. Sem o contato prévio não há erro, pois não há intelecção prévia que embase o processo de escolha.

A resolução de questões e a análise crítica do erro

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Após o contato com o conteúdo, a informação retida é "chamada" para ajudar o estudante a encontrar a alternativa correta em um problema. Se a informação não é localizada, ou não está segura, sedimentada, no cérebro, há o engano e o erro passa a ter alta probabilidade.

O erro mostra exatamente o que NÃO foi retido durante o processo de estudo, que pode ter sido uma aula ou uma leitura, por exemplo.

Quando o erro é descoberto, geralmente após uma revisitação da fonte original da informação, temos um "estalo", seguido do famoso "ahhhhh".

Sabem o que é isso? É a informação passando pelo mesmo local de antes (entre as sinapses, na verdade) reforçando a presença da informação que estava lá anteriormente, mas registrada de forma fraca, débil.

Como assim?

As memórias são formadas pela deposição de proteínas entre as sinapses. Quando se lê algo pela primeira vez, as proteínas são fixadas, mas em uma quantidade pequenas. Se a informação é vista e repassada com frequência, esse registro torna-se, a cada revisitação, cada vez mais nítido. Na prática isso significa dizer que a informação consegue ser consultada pelo cérebro com mais facilidade. Assim, forma-se a memória profunda.

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Quando se resolve uma questão, o erro precisa ser estudado, analisado e confrontado com a informação correta. Não se trata só de acertar ou errar e seguir em frente: o erro, para ter efeito pedagógico, precisa ser analisado.

Errou por quê?

O erro derivou de um engano ou de um esquecimento? E se enganar é bem diferente de esquecer.

Qual a natureza do engano? Erro de percepção ou de interpretação?

Existem, na minha ótica, quatro tipos de erro:

1 - Ausência total do domínio da informação

Quando o candidato simplemente não sabe nada da informação demandada.

2 - Domínio parcial da informação

Quando o candidato tem a informação de forma parcial, incompleta. Em regra, quando surge a dúvida entre duas alternativas, é porque o candidato não detém o contéudo com segurança e clareza o suficiente para estabelecer a distinção entre o certo e o provável certo.

3 - Interpretação equivocada do enunciado

Aqui o problema é duplo: de cognição e de memória.

A interpretação equivocada pode ser o resultado de uma soma de fatores, como excesso de velocidade na leitura, leitura feita de parcial, ausência de domínio de conceitos para delimitar o sentido da pergunta, entre outros.

4 - Aprendeu errado

O candidato pode errar também por ter a informação desatualizada ou retirada de fonte inidônea, com baixa qualidade técnica ou de baixa densidade.

A partir dessa análise, com o aprendizado (que é muitíssimo diferente da simples decoreba, que não permite compreender o conteúdo) o processo de formação da memória é reforçado, e o conteúdo fica mais nítido na lembrança.

Obviamente, quando mais se estuda, mas se fixa o conteúdo, e a fixação é auxiliada, de forma muito consistente, pela resolução de exercícios.

Aqui é importante falar da curva de esquecimento

Toda vez que tomamos contato com uma informação, a retemos por um lapso determinado de tempo. Quanto mais a informação é revisitada, mais ele fica estável.

Mas essa estabilidade não é permanente. A falta de contato por um lapso razoável de tempo faz com que o esquecimento retorne.

Logo, é necessário revisitar o conteúdo com periodicidade, para que a informação seja sempre retrabalhada. Ela irá sempre oscilar para baixo, ou seja, o esquecimento irá sempre se manifestar, mas quanto mais o conteúdo é estudado, menor e a taxa de esquecimento após o transcurso do tempo, até a chamada memória de longo prazo estabilizar.

Ou seja: não aprendemos quando estudamos uma informação pela primeira vez. Aprendemos quando revisitamos a informação várias vezes de forma espaçada no tempo. 

A resolução de questões, dentro dessa lógica, é o método mais eficaz de memorização.

Mas, para isto, é preciso saber aproveitar bem a forma como se compreende o processo de erro. É importante também salientar que só a resolução das questões, tomada de forma isolada, não tem alta eficiência, pois a informação a ser disponibilizada na hora da prova precisa de uma fonte. Resolver questões ajsuta o raciocínio e estabiliza a memória, mas isso é um resultado de um processo que precisa ser mais abrangente.

Agora que falta pouco mais de um mês para a prova, o processo de resolução de questões não pode ser, de forma alguma, desprezado. Nesses últimos dias os candidatos precisam, todo santo dia, incluir a resolução de questões no cardápio, levando em conta, claro, sempre a análise criteriosa do erro.

No dia da prova, lá na hora da verdade, vocês verão a diferença que isto irá fazer no desempenho final de vocês.



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