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Prepare-se para o futuro

publicado em 08/02/2017 às 06h05
O robô que escreve novelas e o futuro da advocacia

O quão preocupante é saber que um robô (um programa de computador) participou de um concurso literário e os jurados não conseguiram distinguir o fato dele não ser uma pessoa?

O computador, dando prioridade à busca pela própria felicidade, parou de trabalhar para os humanos”. É assim que termina o conto “Konpyuta ga shosetsu wo kaku hi” (“O Dia em que um Computador Escreveu um Conto”), escrito por uma inteligência artificial com a ajuda de cientistas humanos.

Mesmo não tendo sido premiado, o texto passou na primeira fase do concurso literário Nikkei Shinichi Hoshi, no Japão.

Hoje nenhuma inteligência artificial tem autonomia suficiente para criar um trabalho artístico por vontade própria, como os humanos podem fazer. Por isso, o computador “autor” japonês teve um empurrãozinho de pesquisadores da Universidade do Futuro em Hakodate.

Os cientistas selecionaram palavras e frases que seriam usadas na narrativa, e definiram um roteiro geral da história, que serviria como guia para a inteligência artificial. A partir daí, o computador criou o texto combinando as frases e seguindo as diretrizes que os cientistas impuseram.

É algo, evidentemente, muito relevante: as máquinas avançando no campo linguístico.

E o campo linguístico é onde o Direito acontece.

O que o futuro reserva para a advocacia? As máquinas vão peticionar no lugar dos advogados? E quando isso efetivamente vai começar?

A IBM já criou um programa, chamado Ross, que roda em um supercomputador chamado Watson, que consegue ajudar em casos legais.

Advogados podem usá-lo para fazer uma pergunta jurídica e o programa faz uma peneira através de milhares de documentos legais, estatutos, e casos já julgados para fornecer uma resposta. As respostas de Ross incluem citações legais, sugestão artigos para leitura e até mesmo um cálculo de um nível de confiança para ajudar advogados preparar seus casos. Isso porque Ross é uma plataforma de computação cognitiva. Ele aprende a partir de interações passadas, o que significa que as respostas de Ross vão crescer para serem mais precisas a medida em que ele vai sendo usado.

Cedo ou tarde o avanço das tecnologias vão engolir uma série de profissões, assim como já extinguiu tantas outras. O diferente aqui é a criação de um sistema que "pensa" em um campo recheado de subjetivismos. Evidentemente o sistema hoje é mais uma plataforma de consulta com a possibilidade um refinamento em seu trabalho por conta de suas características cognitivas.

Recentemente dezenas de empregados de uma seguradora japonesa foram demitidos porque a empresa os substituiu por um programa tocado por ele, o Watson. A IBM afirma que o Watson tem "pensamentos" análogos ao dos humanos, e pode realizar tarefas complexas.

Daqui 10 anos, ou menos, nada impede que tenhamos um sistema muito, mas muito mais sofisticado do que o Watson e o Ross são hoje, todos baseados em sistemas de inteligência artificial. Essa possibilidade inclusive nem pode ser considerada como uma utopia ou um sonho romântico: isso VAI acontecer!

As máquinas, poderão direcionar o trabalho de tal forma que os processos não só seja conduzidos de forma perfeita como também com grande celeridade. Uma magistrado poderia passar verbalmente quais os parâmetros que deseja em um caso em concreto e a máquina produziria a sentença de forma quase imediata. Depois, uma revisão e pronto: sentença prolatada.

Dá para sonhar com isso para o futuro.

Não tão distante assim, quem sabe.

Com informações da PSFK e da Super.



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