VadeMecum

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publicado em 26/07/2017 às 17h38
Candidata denuncia possível fraude no XXIII Exame de Ordem

Chegou ao meu conhecimento uma representação feita no Ministério Público Federal de Alagoas por uma examinanda que fez a última prova da OAB, aplicada no domingo passado.

Segundo a narrativa, o envelope onde são acondicionadas as provas chegou violado ao local de prova, em um tamanho grande o suficiente para passar duas mãos.

A prova, ainda assim, teve continuidade, apesar da reclamação da candidata e de outros presentes.

Vários candidatos enviaram a mesma foto para mim, e a questão está ganhando reverberação nas redes sociais.

Pois bem: fui me informar e fiquei sabendo que de fato o envelope tinha furos, mas que eram pequenos e que foram resultado de uma pressão do ar interno do envelope, vindo a estourar o plástico.

Ou seja, o evento não configurou em uma fraude.

É preciso ressaltar que fraudes no Exame de Ordem ocorrem em TODAS as edições. Pontos eletrônicos e colas são comuns na prova, alvo da ação de quadrilhas e candidatos inescrupulosos.

A OAB tem ciência desses fatos e sempre pede que a Polícia Federal investigue, mas não costuma dar publicidade a isso.

É bom lembrar que fraudes também acontecem em concursos públicos, vestibulares e no ENEM, e com regular frequência. Esses tipos de certames sempre são alvos de criminosos. A OAB não ficaria imune.

A própria OAB, de ofício, já anulou uma prova da 2ª fase do Exame de Ordem Unificado. A Ordem, e disto tenho certeza, não ficaria inerte ou silente caso uma fraude real tivesse ocorrido.

É preciso calma antes de afirmar algo de tão grande gravidade e com consequências seríssimas para dezenas de milhares de candidatos.



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